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“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.

Durante sua fala, Bia de Lima também relembrou, com emoção, a trajetória de sua irmã, Maísa Lima, jornalista que foi uma de suas principais referências. Ela destacou a contribuição da irmã para a comunicação e sua dedicação à profissão. “Minha irmã Maísa foi muito mais do que uma referência profissional para mim. Ela foi exemplo de coragem, sensibilidade e compromisso com a verdade. Foi através dela que aprendi a respeitar ainda mais o jornalismo e entender a força que a comunicação tem na transformação da sociedade”.

A deputada destacou o papel da educação na construção de um ambiente mais respeitoso e acolhedor. “Temos trabalhado para fortalecer a convivência dentro das escolas, mas esse é um compromisso coletivo. Precisamos colocar um ponto final nessa prática”, reforçou.

“Nós defendemos carreira, defendemos valorização. Essa é uma pauta que é nossa, à frente, em defesa dos servidores públicos, seja do Executivo, seja dos Tribunais, seja aqui desta Casa, do Ministério Público. Nós defendemos servidores públicos. Mas o que ocorreu aqui hoje, eu não conseguiria, jamais, não deixar de explicitar. Infelizmente, eu entendo isso como uma arapuca, não tem outro nome”, ressaltou.

Durante o pronunciamento, a deputada destacou que os reajustes recentes não têm relação direta com anúncios oficiais da Petrobras, o que, segundo ela, levanta suspeitas sobre possíveis abusos na cadeia de distribuição. “Estão utilizando a guerra no Oriente Médio como desculpa, mas o Brasil é produtor. Tivemos aumento na gasolina, no etanol, que é produzido aqui e, principalmente, no diesel, de forma completamente injustificável”, afirmou.

A parlamentar integrou a comissão que conduziu Daniel Vilela à mesa diretora do Plenário Iris Rezende Machado, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), juntamente com os deputados Amilton Filho (MDB) e Anderson Teodoro (Avante). Além de parabenizar o novo governador, Bia desejou sucesso no mandato que segue até dezembro deste ano.

Na ocasião, Bia de Lima ressaltou a presença das mulheres nos espaços de poder e decisão. “Partido político e movimento sindical não são vistos como espaços de mulheres. Nós estamos lá para ‘carregar o piano’, mas não nos espaços de decisão. E é justamente isso que precisamos mudar. Não existe espaço vazio. Nós, mulheres, não só queremos, mas precisamos ocupar esses lugares. Somos qualificadas para tal e temos que nos apropriar desta realidade”, afirmou.