Paralisação Nacional da Educação: Bia de Lima faz apelo por valorização dos trabalhadores

O ato aconteceu em frente à Câmara Municipal de Goiânia e reuniu trabalhadores da Rede Municipal de Educação e da Rede Estadual de Ensino.

A deputada estadual Bia de Lima (PT), que preside a Comissão de Educação da Alego e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), participou nesta quarta-feira, 23, da Paralisação Nacional que integra a 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O ato aconteceu em frente à Câmara Municipal de Goiânia e reuniu trabalhadores da Rede Municipal de Educação e da Rede Estadual de Ensino.

Na ocasião, os trabalhadores aprovaram a ida à Brasília, no dia 29 de abril, data da Marcha da Classe Trabalhadora, bem como, a participação no Ato do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, para levar as pautas da Educação.

De acordo com Bia de Lima, o objetivo é que a categoria seja valorizada e as leis sejam cumpridas. “Não existe Educação sem profissional valorizado, a não ser quando envolve mentiras. Mas nós não queremos propagandas enganosas, queremos apenas que os nossos direitos sejam devidamente aplicados”, afirmou ela.

Veja as definições aprovadas durante a paralisação: 

Rede Municipal de Goiânia e Rede Estadual
– Marcha da Classe Trabalhadora
 Dia: 29 de abril
Horário: 6h
Local: Praça do Trabalhador – concentração e saída de Goiânia.

Rede Municipal de Goiânia e Rede Estadual
– Ato do 1º de Maio – Dia do Trabalhador
Dia: 1 de maio
Horário: 9h
Local: Praça do Trabalhador

Rede Municipal de Goiânia
– Assembleia com indicativo de greve
Dia: 8 de maio
Horário: 8h
Local: Cepal do Setor Sul

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.