Bia de Lima aciona Ibama para tratar da fiscalização da exploração de terras raras em Goiás

Foto: Maykon Cardoso

A deputada estadual Bia de Lima (PT) se reuniu, nesta quinta-feira (25/06), com o superintendente do Ibama em Goiás Léo Caetano. O objetivo da audiência foi tratar sobre a retomada e o fortalecimento da fiscalização ambiental sobre a exploração de terras raras no Estado.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.

Durante a reunião, Bia solicitou a atuação do Ibama no acompanhamento do caso e convidou o órgão a participar de uma força-tarefa para verificar a situação ambiental da área impactada pela exploração mineral. A parlamentar também defendeu o diálogo com o Governo Federal e demais órgãos competentes para garantir fiscalização permanente sobre a cadeia de extração das terras raras em Goiás, com transparência, responsabilidade ambiental e proteção às comunidades e territórios afetados.

Soberania Nacional

A iniciativa dialoga com a fala de Bia ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na última quarta-feira (24/06), quando a deputada defendeu que a exploração de minerais estratégicos deve ser tratada como questão de soberania nacional. Para a parlamentar, o Brasil não pode repetir um modelo de desenvolvimento que entrega suas riquezas naturais, deixa impactos ambientais para a população e não garante retorno social aos territórios explorados.

Bia reforçou que a defesa do meio ambiente precisa caminhar junto com a valorização das riquezas brasileiras, o controle público e a construção de uma cadeia produtiva capaz de gerar desenvolvimento, emprego e qualidade de vida para o povo. “A exploração de minerais estratégicos não pode avançar sem controle público, respeito à legislação ambiental, compromisso com a vida e defesa da soberania nacional”, afirmou.

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“Gosta-se muito de propalar as estatísticas dizendo que o Estado de Goiás é um dos mais seguros do Brasil e eu venho questionando se este Estado é seguro para nós mulheres. Não é. É como se nós fôssemos números e não pessoas, não cidadãs”, afirmou ela.