Sustentabilidade: deputada Bia de Lima propõe Política Estadual de Conservação e Recomposição de Áreas Degradadas do Aquífero Guarani

O projeto visa responder a uma necessidade urgente e crucial para a sustentabilidade ambiental e a segurança hídrica da região do Sistema Aquífero Guarani, que é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água subterrânea do mundo.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 28, um projeto de lei que institui a Política Estadual de Conservação e Recomposição de Áreas Degradadas nas Zonas Aflorantes (áreas de exposição e vulneráveis a degradações e contaminações) do Sistema Aquífero Guarani em Goiás. De acordo com a parlamentar, o objetivo é proteger, conservar e recuperar as áreas de afloramento deste sistema no estado.

Conforme a propositura, a política tem como intenção proteger e conservar as áreas de afloramento do sistema Aquífero Guarani; promover a recomposição das áreas degradadas nas zonas aflorantes; preservar a qualidade e quantidade das águas subterrâneas; fomentar práticas sustentáveis de uso e ocupação do solo e, por fim, promover a educação ambiental e a conscientização da população sobre a importância do sistema.

Já as diretrizes são a identificação e mapeamento detalhado das áreas de afloramento e das áreas degradadas; a criação de áreas de proteção permanente (APPs) ao redor dos afloramentos; o desenvolvimento e implementação de planos de manejo sustentável; fomento à pesquisa científica relacionada ao Sistema Aquífero Guarani; o incentivo à recuperação de áreas degradadas por meio de reflorestamento com espécies nativas e a promoção de programas de capacitação para agricultores e comunidades locais sobre práticas sustentáveis.

De acordo com a deputada, o projeto visa responder a uma necessidade urgente e crucial para a sustentabilidade ambiental e a segurança hídrica da região do Sistema Aquífero Guarani, que é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água subterrânea do mundo, sendo vital para o abastecimento de água doce para várias populações e atividades econômicas.

“A proposta do Projeto de Lei é estabelecer um marco legal e operacional para a proteção e recuperação das zonas aflorantes. Os objetivos são claros e abrangentes, incluindo a proteção das áreas de afloramento, a recomposição das áreas degradadas, a preservação da qualidade e quantidade das águas subterrâneas, e a promoção da conscientização pública sobre a importância do aquífero”, afirma Bia de Lima.

Bia de Lima chama a atenção para a importância de se instituir a Política Estadual de Conservação e Recomposição de Áreas Degradadas do Aquífero Guarani. “A aprovação deste projeto é um passo essencial para garantir a preservação de um recurso natural crítico para o futuro do Estado de Goiás e de toda a região que depende do Sistema Aquífero Guarani”, aponta a parlamentar.

Aquífero Guarani
No Estado de Goiás, a área de ocorrência do aquífero compreende 44.718 km², com 9.580 km² sendo zonas aflorantes, que são particularmente vulneráveis à degradação e contaminação. As regiões de Mineiros, Jataí e Aporé possuem áreas significativas de afloramento que necessitam de proteção e recuperação imediata.

A cidade de Jataí, por exemplo, abriga a segunda maior área de afloramentos, com 705 km², caracterizada por uma forma de “V” exumada pelas drenagens fluviais dos ribeirões Paraíso e das Torres. A preservação destas áreas é essencial para garantir a qualidade e quantidade das águas subterrâneas que alimentam o aquífero.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.