Racismo: deputada reivindica Delegacia Especializada no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância

Por meio de requerimento, a deputada Bia de Lima (PT) solicitou, por meio de requerimento apresentado nesta quinta-feira, 29, o exercício do juízo de conveniência e oportunidade quanto a transformação do Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri) da Polícia Civil de Goiás (PCGO), em Delegacia Especializada no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

O expediente deve ser entregue ao Delegado-Geral da Polícia Civil, André Gustavo Corteze Ganga e também para o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

A parlamentar reconhece que a criação da Geacri representa um avanço significativo no combate a essas formas de violência, no entanto, aponta a importância de oferecer um atendimento especializado e sensível às vítimas, além de contribuir para a conscientização e o enfrentamento dos crimes.

“Números apontam para o acúmulo de trabalho realizado pela Geacri, desde quando foi criada em 2021. Somados são mais de 250 inquéritos policiais em andamento, que dão conta da emergência da criação de uma Delegacia Especializada para a apuração dos crimes raciais e delitos de intolerância. Isso, com certeza, traria benefícios para a sociedade goiana”, destaca a deputada.

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Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.