Saúde da mulher: deputada Bia de Lima propõe ampliar abrangência do Programa Goiano de Dignidade Menstrual

As escolas da rede pública estadual deverão incorporar a educação menstrual em seus currículos, além de fornecer informações sobre opções de produtos menstruais.

A fim de incluir mulheres em situação de violência doméstica, de desemprego ou subemprego, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou um PL, alterando a lei nº 21.163, de 16 de novembro de 2021, que institui o Programa Goiano de Dignidade Menstrual, no Estado de Goiás.

De acordo com o projeto, as escolas da rede pública estadual deverão incorporar a educação menstrual em seus currículos, abordando questões de saúde, higiene e autoestima, além de fornecer informações sobre opções de produtos menstruais.

Prevê ainda que os absorventes disponibilizados pelo Programa Goiano de Dignidade Menstrual devem ser facilmente acessíveis em termos de localização e horário de distribuição, especialmente para mulheres em situação de rua e em comunidades remotas.

Segundo a deputada, “a inclusão das mulheres em situação de violência doméstica e aquelas em situação de desemprego ou subemprego como beneficiárias do programa se faz necessária devido à vulnerabilidade dessas populações, que muitas vezes enfrentam dificuldades adicionais para acessar produtos de higiene menstrual”.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.