Nota de repúdio: deputada Bia de Lima defende indicação de professora Lueli Duarte ao Conselho Estadual de Educação

Reafirmo a importância da indicação da professora Lueli Duarte ao Conselho Estadual de Educação e espero que a Assembleia Legislativa de Goiás reverta essa decisão que fere a legislação e a autonomia das entidades.

A rejeição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, da Assembleia Legislativa de Goiás, ao nome da professora Lueli Nogueira Duarte Silva ao Conselho Estadual de Educação, na última terça-feira, dia 3 de setembro, abre um precedente muito preocupante sobre como pensamos e o que queremos para a educação goiana e a formação cidadã das nossas crianças e adolescentes.

Como presidente da Comissão de Educação da Alego e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO) não posso concordar com o relatório aprovado pela maioria dos parlamentares presentes na referida sessão, por ter se baseado em sentimentos puramente ideológicos e claramente expressos, em detrimento da capacidade técnica e do notório saber exigidos para a atuação no Conselho. Ironicamente, os mesmos que sempre discursam contra a doutrinação ideológica da educação foram os que se deixaram cegar pela ideologia e rejeitar o nome indicado pelo Fórum Estadual de Educação e as mais de 23 entidades que o compõe, e encaminhado pela Casa Civil para referendo da Alego.

A indicação da professora Lueli Duarte, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás e presidente do Fórum Estadual de Educação, cumpre o rito legal que designa ao Fórum uma vaga no colegiado, que tem “natureza representativa, com funções de caráter normativo, consultivo, orientador, deliberativo e fiscalizador nas questões educacionais, pedagógicas e didáticas referentes ao Sistema Educativo do Estado de Goiás”.

Os critérios para a escolha, portanto, devem ser pautados pela competência técnica, conhecimento, dedicação e idoneidade, o que a professora Lueli comprovadamente traz em seu currículo e atuação profissional.

Graduada em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás e doutora em Educação pela Universidade Federal de Goiás, a professora Lueli Duarte possui experiência na área de educação, com ênfase em escola, conhecimento, processo ensino/aprendizagem e formação, atuando principalmente nos temas: psicologia e educação; formação de professores e gestão democrática, avaliação e qualidade da educação.

Ao rejeitar o nome indicado pelo Fórum Estadual de Educação os deputados da Comissão de Constituição, Justiça e Redação desrespeitam as entidades que têm a prerrogativa de indicar o nome que entendem mais preparado para representá-las no Conselho Estadual de Educação.

Reafirmo a importância da indicação da professora Lueli Duarte ao Conselho Estadual de Educação e espero que a Assembleia Legislativa de Goiás reverta essa decisão que fere a legislação e a autonomia das entidades.

Bia de Lima
Deputada estadual
Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás
Presidente do Sintego

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.