Na tribuna, deputada Bia de Lima destaca abertura de negociações com a prefeitura de Goiânia para atender reivindicações de trabalhadores da Educação

“Essa mesa abriu as negociações e vamos tratar do plano de carreira dos administrativos, que começa imediatamente, a portaria deve sair de hoje para amanhã e nó vamos, de agora em diante, trabalhar para finalmente construir um plano de carreira, que é o sonho da Rede Municipal de Goiânia. Por isso, a categoria suspendeu a greve, porque nas negociações, nas tratativas, teremos 30 dias para produzir o plano, fazer com que ele chegue na Câmara Municipal e comece a vigorar a partir de agosto”, afirmou a deputada.

Ao usar a tribuna durante o Pequeno Expediente, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a deputada estadual Bia de Lima (PT), que também é presidente da Comissão de Educação da Casa Legislativa e ainda presidente licenciada do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), destacou a abertura da prefeitura de Goiás para negociar com a categoria.

Ao trazer atualizações sobre a greve iniciada pelos trabalhadores no último dia 12 de maio, Bia de Lima falou que o movimento de paralisação foi suspenso nesta terça-feira (19/5), após uma mesa de negociações com a participação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), do Ministério Público de Goiás (MPGO), a prefeitura, as secretarias de Educação e Administração municipais.

“Essa mesa abriu as negociações e vamos tratar do plano de carreira dos administrativos, que começa imediatamente, a portaria deve sair de hoje para amanhã e nó vamos, de agora em diante, trabalhar para finalmente construir um plano de carreira, que é o sonho da Rede Municipal de Goiânia. Por isso, a categoria suspendeu a greve, porque nas negociações, nas tratativas, teremos 30 dias para produzir o plano, fazer com que ele chegue na Câmara Municipal e comece a vigorar a partir de agosto”, afirmou a deputada.

De acordo com a parlamentar, as negociações foram muito importantes. “Precisamos compreender o quando as negociações feitas pela direção do Sintego foram importantes, porque agora a Educação vai ter um plano de carreira. Acreditamos que além de destravar o plano, também o Piso dos professores deve ser votado e entrará em vigor a partir de maio e, depois, recorreremos judicialmente pela diferença de janeiro até aqui. Com isso, vamos destravar também o Descongela, as progressões e a titularidade, que são pautas muito relevantes”, disse ela.

“São lutas que nós não abrimos mão, queremos cada vez mais avançar e garantir aos trabalhadores em educação do município de Goiânia a tão sonhada e merecida valorização. Nossa pauta não acaba com a suspensão da greve, pelo contrário, ela abre a possibilidade de avançar com aquilo que efetivamente a categoria aguardava para garantir qualidade, atuação e, principalmente, valorização profissional”, finalizou.

O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes a partir da Lei Federal n° 9.970/00. A data faz referência ao “Caso Araceli”, crime envolvendo o sequestro, estupro e assassinato de uma menina de 8 anos e, que, apesar da violenta natureza dos fatos, até hoje segue impune.

“Como deputada da educação, sigo firme na luta pela valorização das professoras, professores e servidores administrativos, pela defesa dos aposentados e aposentadas. Um dos principais propósitos do nosso mandato é conseguir acabar com o desconto de 14,25% que tanto penaliza quem já dedicou a vida ao serviço público. Nós não vamos desistir e seguiremos nesse esforço”, aponta ela.

De acordo com a parlamentar, que preside a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e está licenciada da presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a iniciativa da reunião é muito importante, no sentido de orientar, propor e, principalmente, buscar fazer com que os preceitos constitucionais sejam cumpridos e os municípios goianos possam atender e oferecer a educação infantil verdadeiramente.