Meio ambiente: deputada Bia propõe transformar o Parque Estadual da Serra de Jaraguá em Patrimônio Ecológico Imaterial Goiano

Durante a apresentação de matérias desta quarta-feira, 21, a deputada Bia de Lima (PT) protocolou um projeto de lei que declara o Parque Estadual da Serra de Jaraguá como Patrimônio Ecológico Imaterial Goiano.

Conforme a propositura, o “Patrimônio Ecológico Imaterial Goiano compreenderá não apenas a área física do parque, mas também os seus valores, memórias, tradições, manifestações culturais, desportivas e demais elementos imateriais que contribuam para a preservação, conservação e divulgação do referido patrimônio”.

O Parque Estadual da Serra de Jaraguá (PESJ), localizado nos municípios de Jaraguá e São Francisco de Goiás, possui área de 2.828,7827 ha e perímetro de 39.860 m. Criado há 26 anos pela Lei 13.247, sancionada em 13 de janeiro de 1998, o PESJ, tornou-se Unidade de Conservação e tem se destacado como um patrimônio que vai além dos seus limites físicos. A área do parque também abriga dois importantes sítios arqueológicos, um histórico e outro pré-histórico, devidamente registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Adotando a data como referência, o PL estabelece o dia 13 de janeiro como o Dia Estadual do Parque Estadual Serra de Jaraguá, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação do patrimônio ecológico, bem como promover atividades educativas e culturais relacionadas ao local.

“O PESJ não é apenas um espaço natural exuberante, mas também um local que desempenha um papel significativo na vida da comunidade, sendo utilizado para práticas esportivas, como caminhadas e parapente, inclusive, sendo referência nacional nessa modalidade de esporte.

Além disso, o Parque integra o trecho 8 do “Caminho de Cora Coralina”, trilha de longo curso com aproximadamente 300 quilômetros de extensão, que atravessa oito municípios, oito povoados e cinco unidades de conservação. É considerada a única trilha poética do mundo.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.