Deputada Bia de Lima propõe novo feriado estadual para Goiás

Por meio de projeto de lei, a deputada Bia de Lima (PT) propôs a instituição do dia da Consciência Negra como feriado estadual em Goiás, a data é celebrada no dia 20 de novembro.

Segundo a parlamentar, a proposta tem por objeto reforçar a importância da luta contra o racismo e a promoção da igualdade racial em nosso país. A escolha da data, 20 de novembro, é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão.

“A instituição do feriado estadual do Dia da Consciência Negra é uma forma de reconhecimento da importância da luta contra o racismo e da valorização da cultura afro-brasileira. Além disso, o feriado é uma oportunidade para a promoção de eventos culturais e educativos sobre a história e a cultura afro-brasileira”, afirma a deputada.

Vale destacar que outros estados brasileiros já adotaram essa medida, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, entre outros. Portanto, para Bia de Lima, é fundamental que o Estado de Goiás também adote essa iniciativa, reforçando o compromisso com a igualdade racial.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.