Cuidado: proposta de Bia de Lima para criação do Observatório da Saúde do Trabalhadores em Educação é aprovado

“Em todo o Estado, professores, coordenadores, merendeiras, administrativos e tantos outros trabalhadores da educação estão adoecendo. Estão cansados, sobrecarregados, muitas vezes sozinhos diante de jornadas pesadas e falta de apoio. A dor de quem educa não pode ser invisível”, aponta a parlamentar.

Foi aprovada nesta quarta-feira, 7, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a proposta da deputada estadual Bia de Lima (PT), que também preside o colegiado, a criação do Observatório da Saúde do Trabalhador em Educação, cuja finalidade é promover o monitoramento, a produção e a divulgação de informações técnicas e científicas sobre a saúde dos profissionais da educação em Goiás.

“Em todo o Estado, professores, coordenadores, merendeiras, administrativos e tantos outros trabalhadores da educação estão adoecendo. Estão cansados, sobrecarregados, muitas vezes sozinhos diante de jornadas pesadas e falta de apoio. A dor de quem educa não pode ser invisível”, aponta a parlamentar.

O Observatório, que deverá ser criado no âmbito da Comissão de Educação, terá como objetivos reunir, sistematizar e divulgar dados, estudos e diagnósticos relacionados à saúde do trabalhador em educação; apoiar ações de formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas na área; promover o debate técnico e institucional sobre as condições de trabalho e saúde na educação; estimular a produção científica e o controle social, além de contribuir com propostas legislativas e recomendações aos órgãos competentes.

“Esse observatório nasce como resposta aos relatos que recebemos dos profissionais da educação de Goiás cotidianamente. A implementação vai nos permitir reunir dados, ouvir a categoria, promover estudos e propor políticas concretas de cuidado”, ressaltou a deputada.

Ainda de acordo com Bia de Lima, a iniciativa também reforça o compromisso da Comissão com a valorização dos profissionais da educação, reconhecendo que garantir condições adequadas de saúde no ambiente escolar é essencial para a qualidade do ensino, para a permanência dos educadores em seus cargos e para a concretização do direito à educação no Estado de Goiás.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.