Profissionais da educação: na Alego, Bia de Lima lembra o dia nacional e cobra valorização

“O baixo valor remuneratório, a sobrecarga de trabalho dessas pessoas que tem resultado no adoecimento deles em todas as esferas, tudo isso é preocupante”, disse a parlamentar.

No dia em que se comemora do Dia Nacional dos/as Trabalhadores/as em Educação, 6 de agosto, a deputada estadual Bia de Lima (PT) chamou a atenção para a importância da data e o que ela representa.

“A ideia é que a gente utilize essa data para chamar a atenção para os problemas que esses profissionais vêm enfrentando. O baixo valor remuneratório, a sobrecarga de trabalho desses trabalhadores que tem resultado no adoecimento deles em todas as esferas, tudo isso é preocupante”, disse a parlamentar.

Bia de Lima que é uma representante da categoria, já que é presidente do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), falou ainda que a data não é de comemoração.

“A situação é grave e, do ponto de vista da comemoração, nós não temos muito a celebrar. Usamos isso para o fortalecimento da luta, principalmente, na obtenção de direitos. O dia vem para cobrar mais oportunidades e valorização de grandiosos profissionais que dedicam suas vidas para que as escolas tenham um ensino de qualidade”, completou ela.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.