Não é Não: deputada Bia apresenta projeto que institui protocolo para prevenir constrangimento e violência contra a mulher

De acordo com a propositura, caberá ao Poder Executivo Estadual realizar ações de formação periódica para conscientização e implementação do protocolo direcionadas aos empreendedores e trabalhadores do ambiente de casas noturnas e de boates, em espetáculos musicais realizados em locais fechados e em shows, com venda de bebida alcoólica e praças esportivas, localizados em Goiás.

Na primeira sessão ordinária de 2024, na tarde desta terça-feira, 20, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou uma suplementação à Lei Federal n° 14.786, no âmbito do estado de Goiás, que institui o protocolo “Não é Não” e o selo “Não é Não – Mulheres Seguras”, para prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher.

De acordo com a propositura, caberá ao Poder Executivo Estadual realizar ações de formação periódica para conscientização e implementação do protocolo direcionadas aos empreendedores e trabalhadores do ambiente de casas noturnas e de boates, em espetáculos musicais realizados em locais fechados e em shows, com venda de bebida alcoólica e praças esportivas, localizados em Goiás.

Dessa forma, o poder Executivo poderá criar mecanismos adicionais de fiscalização, em colaboração com os órgãos municipais competentes, visando garantir o cumprimento do protocolo Não é Não.

Conforme a deputada Bia de Lima, a legislação federal não contempla de forma adequada as particularidades e necessidades específicas de Goiás, sobretudo no que concerne à formação dos empreendedores e trabalhadores dos segmentos alcançados por suas disposições.

“A proposta visa preencher lacunas da Lei Federal, considerando a competência legislativa plena do Estado de Goiás, com o objetivo de promover a efetividade das medidas preventivas e protetivas estabelecidas pela mesma, que são muito importantes para a segurança das mulheres”, afirma a parlamentar.  

Para isso, Bia de Lima sugere a utilização de recursos do fundo Protege Goiás, para projetos e atividades voltados à proteção integral, defesa e garantia dos direitos das mulheres em situações de vulnerabilidade social e vivência de violência.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.