Deputada Bia de Lima reforça pauta contra “adultização” de crianças e jovens e defende regulamentação das redes sociais

“Felca tem mostrado para as famílias do Brasil os riscos e perigos que estão colocados nas redes sociais. Muitas vezes, os pais acreditam que os filhos estão livres de agressões por estarem sentados na sala de casa ou dentro do quarto, porém, com livre acesso a internet e as redes sociais. O youtuber mostrou os perigos e como as plataformas, de certa forma, protegem os pedófilos e assediadores. Mas se isso fosse massificado, quantos não seriam descobertos? Muitos desses que não querem regulamentação das redes sociais”, pontuou a deputada.

Defensora de uma infância digna para todas as crianças do país, a deputada estadual Bia de Lima (PT) reforçou a importância da luta contra a “adultização” de crianças e jovens no Brasil. O tema foi pautado recentemente após a publicação de um vídeo feito pelo youtuber e influenciador Felca, no qual ele denuncia situações de abusos por meio das redes sociais.

Ao usar a tribuna nesta quarta-feira (12/8), a parlamentar ressaltou a atitude do influencer e afirmou que a resolução do problema passa pela regulamentação das redes sociais.

“Felca tem mostrado para as famílias do Brasil os riscos e perigos que estão colocados nas redes sociais. Muitas vezes, os pais acreditam que os filhos estão livres de agressões por estarem sentados na sala de casa ou dentro do quarto, porém, com livre acesso a internet e as redes sociais. O youtuber mostrou os perigos e como as plataformas, de certa forma, protegem os pedófilos e assediadores. Mas se isso fosse massificado, quantos não seriam descobertos? Muitos desses que não querem regulamentação das redes sociais”, pontuou a deputada.

Segundo Bia de Lima, a regulamentação é, inclusive, um dos motivos pelos quais o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer ocupar, invadir e dominar o Brasil. “Ele [Trump] não quer que as suas Big Techs tenham as regras majoradas aqui no Brasil. E a ignorância paira tanto, que pessoas que se escondem atrás de posições que parecem do bem, podem se esconder exatamente nesses lugares”, afirma ela.

Ainda segundo a parlamentar, os professores devem ficar atentos a essas questões para repassar as informações aos pais dos alunos.

“O Felca alertou o Brasil sobre os riscos camuflados nas redes sociais, que muitas vezes não compreendemos e que pode estar criando problemas para as nossas crianças. O presidente Lula já está tomando todas as providências para que consigamos normatizar, moralizar e impedir que os pedófilos e bandidos cometam crimes por meio das redes sociais. Não aceitaremos a adultização das crianças, precisamos salvar as infâncias”, redorçou Bia.

Em audiência pública realizada na terça-feira (12/8), a deputada quebrou o protocolo e aclamou uma salva de palmas para o influenciador. Para Bia, a luta é de todos, e os educadores precisam se posicionar pela proteção das crianças e contra qualquer tipo de violência contra meninos, meninas e jovens.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.