Habitação: Bia de Lima propõe programa de moradias sustentáveis com uso de materiais recicláveis em Goiás

Poderão ser beneficiadas pelo programa, famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica, cadastradas nos programas habitacionais estaduais e que atendam aos critérios definidos em regulamento próprio.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei nesta terça-feira, 8, que institui o Programa Estadual de Moradias Populares Sustentáveis, com o objetivo de proporcionar habitação digna para famílias de baixa renda, utilizando materiais recicláveis e técnicas construtivas ecológicas, reduzindo custos e impacto ambiental.

Conforme a proposta, o programa será coordenado pelo Poder Executivo Estadual, por meio das secretarias competentes, e será implementado em parceria com municípios, organizações sociais, universidades e iniciativa privada.

As moradias construídas no âmbito do programa deverão atender alguns critérios como a utilização de materiais recicláveis (tijolos ecológicos, madeiras de reuso, plásticos reciclados e outros insumos sustentáveis); projetos adaptáveis às necessidades específicas de cada família beneficiada, respeitando aspectos culturais, climáticos e de acessibilidade; sistemas de captação e reutilização de água da chuva, energia solar e ventilação natural para eficiência energética, entre outros.

De acordo com a deputada Bia de Lima, a proposta é inovadora. “O projeto visa enfrentar o déficit habitacional em Goiás de maneira sustentável ao atender famílias em situação de vulnerabilidade, garantindo habitações acessíveis e adaptáveis às suas necessidades específicas. Além disso, incentiva o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e a capacitação de mão de obras, fomentando a economia circular e a inclusão social”, afirmou a parlamentar.

Poderão ser beneficiadas pelo programa, famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica, cadastradas nos programas habitacionais estaduais e que atendam aos critérios definidos em regulamento próprio.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.