Arte urbana: Bia de Lima quer reconhecer grafite como manifestação artística de valor cultural em Goiás

Ao fomentar e regulamentar essas manifestações, o Estado contribui para o fortalecimento da economia criativa, gerando oportunidades para artistas locais incentivando o turismo cultural.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 11, o projeto de lei que reconhece as práticas do grafite e do muralismo como manifestações artísticas de valor cultural em Goiás.

O reconhecimento visa valorizar o grafite e o muralismo como formas de expressão cultural, artística e social; fomentar iniciativas públicas e privadas para a promoção dessas manifestações; e assegurar a preservação, divulgação e respeito a essas práticas como parte integrante do patrimônio cultura do Estado de Goiás.

“O grafite e o muralismo transcendem o simples embelezamento de espaços públicos, constituindo formas de comunicação visual que refletem aspectos históricos, sociais e culturais das populações locais. Essas práticas também promovem o acesso democrático à arte, levando expressões criativas a locais que muitas vezes carecem de acesso à produção cultural tradicional”, afirmou a deputada.

Segundo ela, ao fomentar e regulamentar essas manifestações, o Estado contribui para o fortalecimento da economia criativa, gerando oportunidades para artistas locais incentivando o turismo cultural.

“Além disso, o reconhecimento do grafite e do muralismo como patrimônio cultural contribui para a conscientização da população sobre a importância de preservar essas obras, combatendo a criminalização equivocada da arte urbana”, reforçou.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.