Escala 6×1: “agora veremos quem defende a família”, diz Bia de Lima ao se posicionar favorável ao fim da escala de trabalho

“Os trabalhadores precisam de tempo para a família. Esse ritmo adoece e compromete nossa saúde mental. Lutaremos o necessário pela vida digna da classe trabalhadora””, diz a deputada.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) se posicionou a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1, proposta pela deputada federal Erika Hilton (PSol/SP), em parceria com o vereador Rick Azzevedo (PSol/RJ).

A discussão, que tomou as redes sociais nos últimos dias, trata sobre o fim da escala de trabalho permitida pela legislação na qual os profissionais trabalham seis dias consecutivos, para um dia de folga na semana.

Ao defender o fim da escala, Bia falou da importância do tempo de lazer e convivência familiar para os trabalhadores. “Chegou a hora da gente ver quem, de fato, defende a família. Porque quem defende a família, vai defender essa PEC, caso contrário não tem como um pai, uma mãe de família, poder dar atenção aos filhos se ele/ela trabalha ininterruptamente por seis dias consecutivos e só um de descanso”, disse ela.

“Mas aí a economia não vai dar certo, aí vai quebrar o Brasil, esses são os argumentos utilizados. Em 1888, foi isso que argumentaram contra a abolição da escravatura, em 1988, quando nós das centrais sindicais, lutamos tanto pela redução da jornada de trabalho de 48h semanais para 40h, falavam a mesma coisa. Nós precisamos avançar e isso significa garantir condições possam, muito além de só trabalhar, poder conviver com a família, poder ter lazer, e nada disso é possível quando você só trabalha”, ressaltou a parlamentar.

Ainda de acordo com Bia de Lima, é importante parabenizar e ressaltar o efeito da mobilização popular, especialmente por meio das redes sociais, que está surtindo efeito e, após mais de 170 assinaturas de parlamentares federais, a PEC tramitará na Câmara. 

“Os trabalhadores precisam de tempo para a família, para o lazer, para a cultura ou para estudar. Esse ritmo adoece e compromete nossa saúde mental. Lutaremos o necessário pela vida digna da classe trabalhadora”, finalizou ela.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.