Meio ambiente: projeto de Bia de Lima institui Política para Prevenção de Queimadas em Goiás

A proposta é uma resposta à crescente preocupação com os danos ambientais, econômicos e à saúde pública causados pelas queimadas recorrentes durante as estiagens em Goiás.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 3, o projeto de lei que institui a Política Estadual de Prevenção a Queimadas nos Períodos de Estiagem em Goiás. A propositura tem como objetivo reduzir os riscos e impactos das queimadas durante os períodos sem chuvas.

De acordo com a parlamentar, a proposta é uma resposta à crescente preocupação com os danos ambientais, econômicos e à saúde pública causados pelas queimadas recorrentes durante as estiagens em Goiás. “As queimadas não apenas afetam a biodiversidade local e agravam a degradação do solo, aumentando a vulnerabilidade dos ecossistemas e da população às mudanças climáticas”, disse ela.

Bia de Lima explica que “a Política Estadual de Prevenção a Queimadas nos Períodos de Estiagem visa enfrentar esses desafios por meio de medidas abrangentes e integradas que combinam educação, tecnologia, capacitação e ações comunitárias. A inclusão de campanhas educativas ajudará a conscientizar a população sobre os riscos e melhores práticas de prevenção. O sistema de monitoramento e alerta precoce permitirá identificar e responder rapidamente a condições de risco elevado, minimizando a ocorrência e os impactos das queimadas”, aponta Bia de Lima.

Entre as diretrizes do projeto estão a implementação de campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos das queimadas e a importância da prevenção, dirigidas à população em geral, especialmente às áreas rurais e periurbanas; criação de um sistema estadual de monitoramento e alerta precoce para identificar e prever condições de risco elevado de queimadas, com a utilização de tecnologias de satélite e sensores climáticos; estabelecimento de protocolos de prevenção e resposta a queimadas; recomposição e manejo saudável das áreas de vegetação nativa para reduzir a probabilidade e a intensidade de queimadas; incentivos para práticas agrícolas e de uso da terra que minimizem os riscos de queimadas, entre outros.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.