Infância e juventude: projeto de Bia de Lima cria salas de escuta especializadas para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência

A proposta também prevê mecanismos de monitoramento e avaliação periódica das políticas de atendimento, incentivando a identificação de situações de violência e a divulgação dos serviços de proteção disponíveis.

Projeto de lei apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) nesta quarta-feira, 19, dispões sobre a criação e implementação de salas de escuta para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência em Goiás.

De acordo com a proposta, considera-se local apropriado e acolhedor as salas que disponham de brinquedoteca e profissionais capacitados especificamente para atender o público alvo, com o objetivo de superação das consequências da violação sofrida. Tais salas devem ter estrutura que garantam a privacidade da vítima ou testemunha, bem como a garantir de acessibilidade.

“O objetivo primordial é garantir a proteção e o acolhimento adequado para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A escuta especializada, realizada em locais apropriados que disponham de brinquedotecas e profissionais capacitados, visa proporcionar um ambiente seguro e confortável para que as crianças e adolescentes possam relatar os abusos sofridos de maneira livre e sem traumas adicionais. Este projeto de lei assegura a privacidade e a dignidade dos menores, aspectos essenciais para a eficácia do atendimento e do apoio psicológico”, ressalta Bia de Lima.

A proposta também prevê mecanismos de monitoramento e avaliação periódica das políticas de atendimento, bem como a promoção de campanhas de conscientização da sociedade, incentivando a identificação de situações de violência e a divulgação dos serviços de proteção disponíveis. Estas medidas visam fortalecer a rede de proteção e assegurar a eficácia das ações implementadas.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.