Racismo: deputada Bia quer inclusão do dia de luta contra o encarceramento da juventude negra no calendário oficial de Goiás

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que institui no Calendário Oficial do Estado de Goiás, o Dia Estadual contra o Encarceramento da Juventude Negra, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de junho. Na data, devem ser promovidas atividades e ações que ampliem o debate acerca do combate ao aprisionamento em massa dos negros e da ampliação de mecanismos de igualdade racial no estado.

De acordo com a deputada, a data busca dar visibilidade ao encarceramento da juventude negra é uma forma de expor o racismo estrutural presente em toda sociedade brasileira e abrir espaço para que a população integre o debate sobre o tema.

“Em 15 anos, a proporção de negro no sistema carcerário cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%. Hoje, de cada três presos, dois são negros. Os dados são do 14° Anuário Brasileiro de Segurança, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2020). Em relação aos jovens, chama a atenção que a principal faixa etária nas prisões seja a de 18 a 24 anos (26% do total). Logo em seguida aparecem os presos de 25 a 29 anos (24%)”, pontua a parlamentar.

“O Brasil continua ocupando o 3° lugar no ranking de países com maior número de pessoas presas no mundo. Dados do Departamento Penitenciário Nacional apontam que o país computa quase 774 mil presos, o que é um número muito relevante”, completa ela.

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“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.