Inclusão: Bia de Lima propõe programa para trabalhadores domésticos em Goiás

Durante a sessão extraordinária desta quinta-feira, 19, a deputada Bia de Lima (PT) apresentou o projeto de lei que institui o programa estadual Casa da Doméstica. A iniciativa é composta pela criação do Posto de Atendimento ao Trabalhador – Casa da Doméstica e pela instituição do Comitê Estadual do Trabalho Doméstico e de cuidados na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Goiás, com a finalidade de propor mecanismos de valorização e formalização das trabalhadoras, assim como propor e monitorar políticas públicas específicas.

De acordo com o PL, o programa, denominado Posto de Atendimento ao Trabalhador – Casa da Doméstica, será constituído como espaço físico, em instalação específica e destinada unicamente para o atendimento de trabalhadoras domésticas e do cuidado, em conformidade com as diretrizes gerais a serem regulamentadas pelo Poder Executivo. O Posto de Atendimento ao Trabalhador – Casa da Doméstica deverá ser localizado em região de fácil acesso ao público e prestará atendimento multidisciplinar, contando com especialistas capazes de informar as pessoas usuárias de seus direitos, encaminhar para serviços públicos, facilitar o acesso à justiça, auxiliar no acesso a benefícios previdenciários, proporcionar atendimento médico ocupacional.

“O programa Casa da Doméstica busca atender a uma necessidade premente em nosso Estado, promovendo benefícios sociais e econômicos significativos para a população, bem como contribuindo para a redução da desigualdade e o fortalecimento da inclusão social”, afirma Bia de Lima.

Conforme a deputada, a proposta tem como objetivo a valorização das trabalhadoras doméstica e do cuidado, para fomentar a promoção da igualdade e promover políticas de geração de emprego e renda. Entre as intenções do projeto estão: reconhecimento do trabalho doméstico como direito e função social; fortalecer a noção do trabalho doméstico e de cuidados como questão pública e garantir a corresponsabilização dos setores públicos com essas atividades; valorização da trabalhadora doméstica e da cuidadora; além de atuar pelo enfrentamento das violências e precarização das categorias, entre outras.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.