Bia de Lima apresenta requerimentos visando à Região Metropolitana de Goiânia

Sérgio Rocha/Alego

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou dois requerimentos nessa terça-feira (14/2), na abertura da sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Goiás. O primeiro trata-se da instalação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (CODEMETRO), nos termos estabelecidos pela Lei n° 139, de 22 janeiro de 2018.

Em sua justificativa, a parlamentar alega que o órgão cria a possibilidade de enfrentar temas sensíveis à governança interfederativa dos municípios da Região Metropolitana de Goiânia atinentes à mobilidade e transporte coletivo, saneamento básico, desenvolvimento urbano integrado e serviços ambientais.

Segundo Bia, é fundamental a existência de um debate a respeito das diversas modificações que estão sendo realizadas pelo Governo de Goiás relativas à locomobilidade do estado, por meio da instalação de ônibus elétricos no eixo Anhanguera, bem como a Prefeitura de Goiânia, que promete, até o mês de julho do presente ano, instalar o Sistema de Ônibus de Trânsito Rápido – BRT (Bus Rapid Transport).

Outro ponto destacado pela deputada é o desenvolvimento urbano integrado, de forma a contribuir no planejamento das cidades limítrofes à capital goiana. No que tange a questão ambiental, o requerimento objetiva a instalação de parques de proteção do Meia Ponte, desde Itauçu até a sua barra no Rio Paranaíba, mas especialmente no trecho que atravessa as cidades de Inhumas, Goianira, Goiânia, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Bela Vista e Hidrolândia.

Já o segundo requerimento é para obter informações sobre o convênio firmado entre o Governo do Estado de Goiás e a Universidade Federal de Goiás (UFG) para a elaboração do Plano Diretor da Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com Bia, durante o governo Alcides Rodrigues houve um convênio entre o Executivo e a UFG, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE), para a elaboração do plano diretor da Região Metropolitana de Goiânia. Contudo, até a presente data, as informações sobre a conclusão do projeto não foram atualizadas.

“A intenção de atualizar os estudos realizados pela UFG é para que toda a sociedade goiana tenha conhecimento do trabalho realizado pelos profissionais e técnicos da referida instituição educacional e, outrossim, agregar relevante contribuição no planejamento integrado da Região Metropolitana de Goiânia”, reforça a deputada.

“As pessoas precisam entender que educar um filho não é espancar, especialmente, em razão das educações anteriores. Essa é a nova dinâmica de educar, sem bater, mas isso inclui também a construção de limites, para que não cresçam crianças sem parâmetros e regras. As escolas estão sofrendo muito com isso. Em muitos desses casos de ataques e violências nas escolas, o histórico das pessoas envolve questões dessa natureza”, aponta Bia de Lima.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer a trajetória de um dos cursos mais importantes do Sudoeste goiano, responsável pela formação de gerações de educadores e educadoras que atuam na rede pública e privada de ensino. Além disso, a instituição é responsável por contribuir para o fortalecimento da pesquisa, da extensão universitária e da produção de conhecimento na área educacional.

O foco da discussão foi a situação da Mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no Norte goiano. O empreendimento é considerado a primeira operação comercial de terras raras do Brasil e tem sido alvo de preocupação após apontamentos de órgãos ambientais sobre possíveis impactos em córregos da região, falhas no monitoramento da água e irregularidades relacionadas à atividade minerária.