Visando conscientização social, deputada Bia de Lima propõe política para combate à estigmatização de doenças mentais em Goiás

No dia em que se comemora o Dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiência, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que institui a Política Estadual de Combate à Estigmatização de Doenças Mentais, apoio às famílias e incentivo ao tratamento no estado de Goiás. O objetivo da proposta é o acolhimento humano, a conscientização social, o fortalecimento das redes de cuidado e proteção psicossocial, bem como o combate ao preconceito e a discriminação.

No dia em que se comemora o Dia Internacional da Luta das Pessoas com Deficiência, a deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que institui a Política Estadual de Combate à Estigmatização de Doenças Mentais, apoio às famílias e incentivo ao tratamento no estado de Goiás. O objetivo da proposta é o acolhimento humano, a conscientização social, o fortalecimento das redes de cuidado e proteção psicossocial, bem como o combate ao preconceito e a discriminação.

Segundo a parlamentar, o sofrimento psíquico não afeta apenas o indivíduo, mas também toda a rede familiar que o cerca. “As famílias são, em regras, as primeiras a lidar com os sintomas, a buscar ajuda e a sustentar emocionalmente o tratamento. Contudo, muitas vezes enfrentam o isolamento social, o despreparo emocional e a ausência de suporte público adequado”, aponta Bia.

O projeto busca fortalecer o núcleo familiar como agente de cuidados, garantindo acolhimento, informação, amparo aos indivíduos diagnosticados ou com suspeita de transtorno mental, mas também prevê programas de escuta, orientação e grupos de apoio. Além disso, a proposta reafirma o compromisso do Estado com a promoção da saúde mental como direito humano fundamental, combatendo o preconceito, a desinformação e a exclusão.

A proposta ainda incentiva o diálogo entre o sistema público de saúde, as universidades, os conselhos profissionais e as entidades civis, numa atuação intersetorial e contínua, conforme os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

“Trata-se de uma polícia pública humanizadora, voltada à valorização da vida, da empatia e do cuidado, em defesa da saúde mental como dimensão essencial da dignidade da pessoa humana”, conclui a deputada.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.