Deputada Bia de Lima prestigia assinatura do novo Plano Nacional de Educação, em Brasília

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

A deputada da educação de Goiás, Bia de Lima (PT), esteve em Brasília nesta terça-feira (14/4), onde prestigiou a cerimônia de sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), no Palácio do Planalto. O documento foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. O PNE traça o planejamento estratégico para a educação brasileira nos próximos dez anos e abrange metas de todos os níveis e etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação. Entre os principais objetivos está a alfabetização de 100% dos alunos até o 2º ano.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

Bia de Lima lembrou que, por meio de seu mandato, articulou o lançamento de uma cartilha que orienta os municípios goianos na organização e avaliação de dados, justamente para que o Plano de Educação de Goiás seja realizado de forma mais ágil. “Essa é uma tarefa coletiva, sigamos em frente nesta construção”, concluiu.

Durante a cerimônia, em Brasília, o presidente Lula ponderou que o PNE deve ser um compromisso social, para que seja efetivamente colocado em prática. O chefe do Executivo nacional fez um chamado a todos os brasileiros, especialmente estudantes, professores e militantes da educação, para que haja fiscalização e cobrança pelo cumprimento das metas do documento.

“Se a gente não levar em conta o acompanhamento do PNE em cada cidade do Brasil ou em qualquer governo, nada vai acontecer. Se não tomarmos cuidado, vamos chegar em 2036 e constatar que não foi cumprido nada. Então eu queria transferir um pouco de responsabilidade para todos, especialmente os estudantes, professores e militantes da educação. Precisamos fiscalizar e cobrar, porque os gestores podem não seguir, mas, se vocês não cobrarem, fica muito difícil. A sociedade tem a obrigação política, moral e ética de fiscalizar para ver quem não está cumprindo, bem como denunciar e protestar, porque, se não, as coisas não acontecem. Vocês precisam compreender que, se a gente não agir, não há muita gente interessada em fazer com que a educação dê certo neste país”, apontou Lula.

“Precisamos convencer as crianças e os jovens a gostarem da escola, em um momento em que muitos acham que nada disso é importante. Somos nós que temos que mostrar a importância da educação na formação da vida deles para todo o sempre. Vocês precisam estar atentos, pois só se fala das mazelas da educação que já aconteceram. Quem critica conta com a nossa falta de reação e com o nosso silêncio. Porém, o PNE é uma obra-prima. Poderíamos ser um país altamente avançado na educação, mas ficamos atrasados. Precisamos esclarecer aos jovens que ou eles estudam ou não terão chances de competir neste mundo globalizado. Quero pedir o compromisso de vocês para chegarmos em 2036 realizando todo este planejamento”, finalizou o presidente.

Em sua fala, o ex-ministro da Educação e, atualmente, senador, Camilo Santana ressaltou o processo de reconstrução da educação pública brasileira nos últimos anos. “Chegamos ao MEC [Ministério da Educação] após um desmonte da educação pública brasileira. Não havia uma política pública, e o presidente Lula escolheu a reconstrução como principal frente de trabalho. E não poderia ter sido mais acertado: reconstruímos o orçamento, o diálogo, a participação popular e também o PNE, que é um processo estabelecido por lei, que precisa ser preservado e que começa lá na base da sociedade, ouvindo a população. Ele é o principal instrumento de organização da educação brasileira e tem validade de lei”, destacou.

Santana salientou ainda que o PNE anterior tramitou por quatro anos no Congresso Nacional e não foi aprovado. Contudo, o plano sancionado foi votado e aprovado de forma célere e unânime. “O processo foi discutido de forma democrática, aprovado por unanimidade, com inovações como a ênfase na qualidade da educação. Não basta ter a lei, ela precisa ser factível e exequível. Não vamos alcançar as metas se não tivermos mais investimentos, e destaco o compromisso deste governo com o tema: tivemos um aumento superior a 60% no orçamento do MEC nos últimos três anos. O PNE mantém a meta de 10% do PIB para o financiamento da educação no país. Não é só um documento; estamos falando da realização de sonhos de jovens e crianças que precisam de oportunidades, que só serão alcançadas por meio da educação pública”, finalizou.

O PNE sancionado tem 19 objetivos, com metas focadas na redução de desigualdades entre grupos sociais. O princípio da equidade atravessa todos os objetivos, e há estratégias específicas com foco no atendimento das modalidades de ensino.

As temáticas foram definidas em: educação infantil, alfabetização, ensino fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior e estrutura e funcionamento da educação básica.

Outro ponto de destaque são as inovações, que incluem a ênfase na qualidade do ensino, a educação escolar indígena, do campo e quilombola, o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar e o fortalecimento das estruturas de governança e monitoramento dos planos decenais.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.

Entre as pautas defendidas pela parlamentar em favor dos aposentados do serviço público, especialmente, os da Educação, categoria representada pela deputada, estão o reajuste do Piso do Magistério e data-base para Administrativos; a luta pelo fim do desconto de 14,25%; venda do hospital do servidor público; taxa de 30% dos dependentes do IPASGO e a mudança da natureza jurídica do IPASGO: valores inviáveis, dificuldade de conseguir exames e consultas com pagamentos indevidos.