Educação: Bia de Lima destaca importância dos conselhos municipais para o sistema de ensino

A deputada estadual Bia de Lima (PT) participou do XV Encontro Estadual dos Conselhos Municipais de Educação de Goiás, que ocorreu na Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) participou nesta quinta-feira, 27, do XV Encontro Estadual dos Conselhos Municipais de Educação de Goiás, que ocorreu na Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia.

Na ocasião, a parlamentar reforçou a importância dos conselhos municipais de Educação. “São os conselhos que discutem o sistema educativo do Brasil. Aqui, vamos ver como Goiás se apresenta. E é importante ter um olhar social para entendermos como a comunidade se organiza dentro das escolas e, principalmente, para que tenhamos o controle social do processo educativo não apenas de forma institucional, mas também para termos uma compreensão ampla”, disse ela.

A deputada ressaltou que a Uncme (União Nacional de Conselhos Municipais de Educação) tem buscado se renovar, para construir novos patamares dos órgãos, em um esforço para mostrar o quanto é necessária a presença dos conselhos.

Ajuda do Poder Legislativo
Também presidente da Comissão de Educação da Assembleia, Bia de Lima falou ainda sobre o papel do Poder Legislativo de ajudar os conselhos municipais.

“Aqui em Goiás, muitos municípios ainda não têm conselho municipal de educação. Alguns conseguiram se organizar, mas ainda temos muitas cidades que não compreendem a importância de ter o conselho. Estamos planejando um projeto de lei para determinar de alguma forma que os municípios tenham os conselhos municipais. Para acompanhar, zelar, normatizar a educação do município”, afirmou a parlamentar.

Ela também destacou a importância dos órgãos serem autônomos. “Quanto mais os conselhos forem autônomos, melhor, porque sabemos que não são. A maioria deles faz parte de uma organização da secretaria de educação, que quer controlar. O conselho deve ser um instrumento para ajudar a secretaria, mas sem ser controlado, quanto mais autonomia, melhor para o sistema educacional do município, não podemos temer”, enfatizou. Quando eu me tornei deputada, eu saí de 14 conselhos, participo de conselhos a vida inteira.

“O papel dos conselhos municipais é fundamental para o desenvolvimento do processo educativo, precisamos cada vez mais envolver as pessoas não só participando, mas contribuindo de forma efetiva. Estamos aqui hoje para que a Uncme possa cumprir o seu papel, para ajudar no sentido de dialogar com as instâncias, para que haja os conselhos municipais em todos as cidades, que, por sua vez, ajudam significativamente o Conselho Estadual de Educação”, completou a deputada.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.