Saúde pública: Bia propõe política para descarte adequado de medicamentos vencidos

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou nesta quarta-feira (30/8) um projeto de lei que altera a lei n° 19.462, que institui a política estadual de coleta e descarte de medicamentos vencidos. Conforme a proposta, as drogarias e farmácias, incluindo as de manipulação, devem, no processo de elaboração de seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, seguir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, bem como, estarem submetidos à obrigatoriedade de estruturar e implementar um sistema de logística reversa, mediante retorno, por parte do consumidor, de medicamentos vencidos ou impróprios para o consumo e das respectivas embalagens, garantindo uma destinação ambientalmente adequada.

Ainda de acordo com o projeto, devem ser disponibilizados pontos de coleta em unidades de saúde, hospitais, clínicas e outros locais estratégicos, bem como, o recolhimento desses produtos deve acontecer, sendo encaminhados aos distribuidores responsáveis pela comercialização que, por sua vez, devem enviar os resíduos aos fabricantes e importadores correspondentes.

“A expansão da responsabilidade dos demais elos da cadeia de medicamentos, como empresas fabricantes, importadoras, distribuidoras e demais estabelecimentos, reflete a compreensão de que a gestão de resíduos não pode ser limitada apenas às farmácias. Alinhada aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a política estadual fortalece a economia circular, reduzindo o impacto ambiental negativo e garantindo uma destinação adequada dos resíduos gerados”, afirma a deputada Bia de Lima.

“A inclusão de pontos de coleta em unidades de saúde, hospitais e outros locais estratégicos demonstra o compromisso em ampliar a acessibilidade da população ao descarte responsável de medicamentos vencidos. Isso não apenas atende às preocupações ambientais, mas também protege a saúde pública, evitando a contaminação do meio ambiente e a autossuplementação descontrolada”, reforça Bia.

O projeto traz ainda a possibilidade de incentivos fiscais ou outras formas de reconhecimento para as empresas que alcançam metas de coleta e destinação incentiva a adesão ativa à política, promovendo um ambiente de responsabilidade compartilhada e fomentando boas práticas no setor farmacêutico.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.