Carga horária: Bia de Lima trabalha para ajustar jornada de trabalho da rede estadual

A deputada Bia de Lima (PT) afirmou que os trabalhadores da Educação de Goiás têm assumido uma jornada de trabalho extenuante, de forma forçada, sem a remuneração adequada e com a modulação complicada.

A deputada Bia de Lima (PT) afirmou que os trabalhadores da Educação de Goiás têm assumido uma jornada de trabalho extenuante, de forma forçada e sem a remuneração adequada.

“Todo final de ano o professor não sabe se ele fica feliz com o final do ano letivo ou se fica triste sem saber como será a sua jornada de trabalho do ano seguinte. E nesse ano não foi diferente, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), vem forçando os professores a pegarem uma jornada de trabalho extenuante, aumentando o número de aulas, contudo, sem aumentar o salário”, afirmou a deputada.

Segundo a parlamentar, as medidas das pastas devem ser contestadas na Justiça, para que haja garantia de direitos desses profissionais.

Ainda segundo Bia de Lima, alguns profissionais vivem uma situação muito difícil, especialmente, no interior goiano, por ser obrigados a completar a carga horária de trabalho. “Em alguns municípios existe apenas uma escola estadual, aí para completar a jornada que trabalhou a vida inteira 40h, a pessoa é obrigada a ir para outro município. Onde já se viu isso?”, questionou a parlamentar.

Contudo, Bia tranquilizou os trabalhadores da Educação. “Quero tranquilizar os professores e administrativos da rede estadual, lembrando que chegou à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, após 17 anos, o novo plano de carreira dos administrativos. Peço que descansem, não se preocupem, aproveitem as férias e o retorno, o Sintego estará preparado para ajudar a todos, caso seja necessário trabalharemos em cada caso”, completou ela.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.