Reconhecimento: PL da deputada Bia homenageia José Magno Pato com nome de rodovia

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 5, projeto de lei para denominar a rodovia estadual GO-180, no trecho compreendido entre a interseção com a rodovia federal BR-364 e a interseção com a Rodovia Estadual GO-467, no sudoeste goiano, como “Rodovia José Magno Pato”.

De acordo com a deputada, a iniciativa tem como objetivo homenagear o médico veterinário, professor universitário e destacado profissional do agronegócio que, infelizmente, faleceu recentemente.

“A denominação da Rodovia Estadual GO-180 como “Rodovia José Magno Pato” é uma justa homenagem a um homem cuja vida foi dedicada ao bem-estar da sociedade goiana e ao fortalecimento do agronegócio no Estado. Sua contribuição para a pecuária, a agricultura e o desenvolvimento econômico não pode ser esquecida, e esta proposta visa eternizar seu nome na malha viária que conecta importantes regiões do Estado”, afirma Bia.

José Magno Pato
Nascido em Minas Gerais em 1938, José Magno Pato dedicou grande parte de sua vida ao desenvolvimento do Estado de Goiás, contribuindo de maneira significativa para o setor agropecuário e para a formação de profissionais na área de Medicina Veterinária. Sua trajetória é marcada por feitos notáveis, desde sua atuação na Sociedade Rural do Triângulo Mineiro até os cargos de destaque que ocupou no governo estadual, culminando com sua atuação como presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado de Goiás e Conselheiro junto ao Fundepec.

Ao longo de sua carreira, José Magno Pato desempenhou papéis fundamentais na modernização da pecuária goiana, incentivando a melhoria genética do rebanho e contribuindo para o combate à febre aftosa. Sua atuação como Secretário de Agricultura no governo de Iris Rezende Machado foi crucial para o avanço da vacinação contra a febre aftosa, proporcionando um salto de qualidade na pecuária goiana.

Além disso, suas pesquisas e estudos foram determinantes para a compreensão da origem do Nelore e do Gir mochos, assim como do Tabapuã, evidenciando o papel pioneiro de Goiás na formação dessas variedades mochas das raças zebuínas. Seu legado se estende também à criação da Fundação de Combate à Febre Aftosa, posteriormente transformada no Fundepec, um modelo no Brasil que serve como referência para outros estados. Ao longo de décadas, José Magno Pato ocupou cargos de liderança em entidades de classe, como a Associação Goiana dos Criadores de Zebu e a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do setor agropecuário no Estado. Sua visão estratégica e comprometimento com o progresso foram fundamentais para a implantação de programas inovadores, como o Procruza, que teve impacto na produção de leite e carne em Goiás.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.