Precisamos somar esforços para construir uma rede protetiva às crianças”, afirma Bia de Lima em audiência pública sobre a Primeira Infância

Tema defendido por Bia de Lima, a parlamentar destacou a necessidade de ampliar a rede protetiva e enfrentar problemas estruturais, como o déficit de vagas em creches. “Precisamos somar esforços para construir uma rede protetiva que garanta às crianças o direito de crescerem longe de assédios, explorações e abusos, infelizmente ainda tão presentes em muitos lares”, afirmou.

Em parceria com a deputada estadual Vivian Naves, a deputada Bia de Lima compôs a mesa de uma audiência pública dedicada ao debate sobre a Primeira Infância, em alusão do Agosto Verde.

Tema defendido por Bia de Lima, a parlamentar destacou a necessidade de ampliar a rede protetiva e enfrentar problemas estruturais, como o déficit de vagas em creches. “Precisamos somar esforços para construir uma rede protetiva que garanta às crianças o direito de crescerem longe de assédios, explorações e abusos, infelizmente ainda tão presentes em muitos lares”, afirmou.

A legisladora criticou a falta de clareza nos dados sobre a Educação Infantil em Goiânia, especialmente, do argumento usado pela prefeitura que tenta justificar parcerias com instituições privadas para o suprimento de vagas.

“Fala-se em 10 mil crianças fora das creches, mas não se explica de onde vem esse número. Precisamos debater com seriedade e com transparência. É preciso um olhar cuidadoso para as questões que envolvem as crianças, para que tenhamos condições de oferecer a formação inicial, a socialização, mas também a oportunidade de que as mães estejam no mercado de trabalho”, afirmou ela.

A deputada também defendeu maior participação do Estado e da União no financiamento da educação infantil e lembrou o impacto da realidade das famílias chefiadas por mulheres: “As mães precisam de vagas em creches para poderem trabalhar com tranquilidade. A maioria dos lares brasileiros hoje é sustentada por mulheres”.

Encaminhamentos

Após a participação do público, que tinha diversas autoridades relacionadas ao tema, a mesa se debruçou sobre os principais pontos levantados. A deputada Bia de Lima reforçou que a Assembleia deve ir além do debate. “Nossa atuação não pode se dar tão somente em levantar a bola e mostrar o problema. Temos que somar esforços para soluções imediatas, porque a primeira infância não espera. Em seis meses de vida já se perde uma oportunidade irreparável”. Ela defendeu a coleta de dados reais sobre o déficit de creches e apontou a necessidade de viabilizar recursos orçamentários.

O promotor Pedro Florentino informou que a Divisão Interprofissional do Ministério Público já dispõe de profissionais capacitados para formar educadores, que são a principal porta de revelação espontânea de abusos. “É na escola que a criança fala, não na delegacia. Precisamos dar suporte aos professores”, ressaltou.

Com os debates, dados e os encaminhamentos práticos que foram produzidos, a audiência pública foi mais um passo na consolidação da primeira infância como prioridade nas políticas públicas em Goiás.

Além das deputadas, participaram da mesa o juiz de direito e coordenador da área cível da infância e juventude, Volnei Silva Fraissat; o juiz da infância e juventude de Anápolis, Carlos Limonge Sterse; a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos de Goiânia, Eerizania Enéas de Freitas; o promotor de justiça e coordenador da área da infância e juventude do Ministério Público de Goiás, Pedro Florentino; e o defensor público João Pedro Carvalho Garcia, titular da 3ª Defensoria da Infância e Juventude da Capital.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.