Orçamento: Bia de Lima afirma que a LDO é fundamental para orientar como os recursos serão aplicados

“No segundo semestre, nós vamos ver como esse orçamento será aplicado. É dentro dele que vamos discutir o plano de carreira do magistério, os investimentos para a UEG, a melhora da saúde, aplicação e estruturação dos recursos nos municípios”.

A deputada estadual de Bia de Lima (PT) criticou a rejeição de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na sessão dessa quinta-feira (4). De acordo com a parlamentar, este é um momento muito importante para os deputados e as contribuições apresentadas em forma de emendas são rejeitadas sem nenhuma discussão.

“Essa é uma matéria densa em que os parlamentares se debruçam para conhecer o orçamento projetado pelo governo. Fico entristecida porque apresentamos emendas e elas quase sempre são rejeitadas, especialmente, para mim que sou da oposição. Queremos contribuir, não é um entrave, não queremos dificultar nada, estudamos para melhorar alguns pontos, mas geralmente são rejeitadas e não são levadas em conta”, finalizou Bia de Lima.

Bia de Lima afirma que aguarda agora a Lei Orçamentária Anual (LOA), no segundo semestre que vai definir como o orçamento apresentado na LDO será executado e vamos discutir nossas pautas da educação. “No primeiro semestre do ano, temos as orientações do orçamento, já no segundo semestre, nós vamos ver como esse orçamento será aplicado. É dentro dele que vamos discutir o plano de carreira do magistério, os investimentos para a UEG, a melhora da saúde, aplicação e estruturação dos recursos nos municípios”, explicou ela.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.