Orçamento: Bia de Lima afirma que a LDO é fundamental para orientar como os recursos serão aplicados

“No segundo semestre, nós vamos ver como esse orçamento será aplicado. É dentro dele que vamos discutir o plano de carreira do magistério, os investimentos para a UEG, a melhora da saúde, aplicação e estruturação dos recursos nos municípios”.

A deputada estadual de Bia de Lima (PT) criticou a rejeição de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na sessão dessa quinta-feira (4). De acordo com a parlamentar, este é um momento muito importante para os deputados e as contribuições apresentadas em forma de emendas são rejeitadas sem nenhuma discussão.

“Essa é uma matéria densa em que os parlamentares se debruçam para conhecer o orçamento projetado pelo governo. Fico entristecida porque apresentamos emendas e elas quase sempre são rejeitadas, especialmente, para mim que sou da oposição. Queremos contribuir, não é um entrave, não queremos dificultar nada, estudamos para melhorar alguns pontos, mas geralmente são rejeitadas e não são levadas em conta”, finalizou Bia de Lima.

Bia de Lima afirma que aguarda agora a Lei Orçamentária Anual (LOA), no segundo semestre que vai definir como o orçamento apresentado na LDO será executado e vamos discutir nossas pautas da educação. “No primeiro semestre do ano, temos as orientações do orçamento, já no segundo semestre, nós vamos ver como esse orçamento será aplicado. É dentro dele que vamos discutir o plano de carreira do magistério, os investimentos para a UEG, a melhora da saúde, aplicação e estruturação dos recursos nos municípios”, explicou ela.

Deputada aponta que estudantes não estariam sendo efetivamente avaliados e questiona se os indicadores educacionais refletem a realidade das salas de aula

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.