Infraestrutura: deputada Bia de Lima critica projeto que direciona recursos do públicos para instituição privada

A ausência de licitações pode ferir princípios da administração pública, bem como comprometer a isonomia e a transparência do processo.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou o projeto de lei do Poder Executivo que autoriza o Estado a formalizar parceria com o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), de forma a eliminar a necessidade do processo licitatório. A proposta foi aprovada em segunda e última votação na sessão desta quinta-feira, 20.

De acordo com a parlamentar, a ausência de licitações pode ferir princípios da administração pública, bem como comprometer a isonomia e a transparência do processo.

 “Nós do poder legislativo temos a responsabilidade de zelar pelo cumprimento das leis. Tanto a Constituição Federal, como a estadual, prevê o processo licitatório para a aplicação de recursos e o que está se querendo com esse projeto é direcionar grandes recursos para um determinado setor, impedindo inclusive a livre concorrência. De forma conveniente, o Governo de Goiás quer direcionar os recursos a uma única instituição. O Fundeinfra foi criado há mais de 3 anos e, agora, estão querendo criar mecanismos para direcionar verbas para os amigos em detrimento das questões legais”, afirmou a deputada.

O projeto do Governo Estadual propõe parcerias para obras públicas viárias sem necessidade de chamamento público ou licitação, permitindo o uso de recursos do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) para a execução dessas obras.  

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.

“O art. 19, inciso I, da Carta Magna, estabelece a separação entre o Estado e as instituições religiosas, proibindo qualquer forma de aliança ou dependência entre ambos. Tal princípio consagra o Estado Laico, que assegura a liberdade de crença e garante tratamento igualitário a todos os cidadãos, independentemente de sua fé ou ausência dela”, aponta a parlamentar.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos; contudo, a tarefa é de toda a sociedade. Ela destaca a importância da iniciativa legislativa para incentivar a escuta, que também é um compromisso político e institucional com a infância e a juventude, de forma a estimular o debate público e a efetivação de políticas públicas articuladas, intersetoriais e baseadas em evidências.