“Compromisso com a infância”, diz Bia de Lima após sanção de lei sobre escuta de menores vítimas de violência

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos; contudo, a tarefa é de toda a sociedade. Ela destaca a importância da iniciativa legislativa para incentivar a escuta, que também é um compromisso político e institucional com a infância e a juventude, de forma a estimular o debate público e a efetivação de políticas públicas articuladas, intersetoriais e baseadas em evidências.

O projeto de autoria da deputada estadual Bia de Lima (PT), que institui o Dia Estadual da Escuta Protegida de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência, foi aprovado, sancionado e tornou-se lei em Goiás.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos; contudo, a tarefa é de toda a sociedade. Ela destaca a importância da iniciativa legislativa para incentivar a escuta, que também é um compromisso político e institucional com a infância e a juventude, de forma a estimular o debate público e a efetivação de políticas públicas articuladas, intersetoriais e baseadas em evidências.

“Infelizmente, atualmente, seja em função do uso da internet, no ambiente familiar ou em qualquer outro espaço, nossas crianças têm sido atingidas, ameaçadas ou, quando não, violentadas. Então, nós precisamos ter um momento em que possamos parar e acionar toda a comunidade, toda a sociedade, para essa escuta, para que possamos entender o que está ocorrendo, e para que os conselhos tutelares, a sociedade, a família e a escola possam, de fato, identificar se está ou não havendo algum tipo de situação inadequada”, disse a deputada.

Segundo a parlamentar, a escuta protegida é um mecanismo para proteger essas vítimas. “A escuta protegida é uma forma de essas vítimas se sentirem seguras para denunciar agressores e casos de assédio. E mesmo aquelas que, infelizmente, já tenham vivenciado isso, possam ter um momento de serem ouvidas sem medo”, pontuou.

De acordo com ela, entre os objetivos da matéria estão a conscientização da sociedade sobre a importância da medida como instrumento de garantia de direitos desse público; a promoção de debates e ações educativas sobre o tema; o estímulo à implementação de políticas públicas; e a capacitação de profissionais que atuam na rede de proteção e atendimento.

Para Bia, a escuta protegida, além de um grande gesto simbólico e de uma prática humanizada e qualificada de acolhimento, é também um instrumento de registro dos relatos. “A abordagem respeita o tempo, as emoções e os direitos das vítimas ou testemunhas e é realizada em conformidade com os princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente”, ressalta a deputada.

“O fortalecimento dessa prática é fundamental para garantir não apenas a responsabilização dos autores de violência, mas, principalmente, a proteção integral das vítimas, assegurando acesso à justiça, à saúde mental, à educação, à convivência familiar e comunitária e à reparação adequada”, concluiu.

“Essa mesa abriu as negociações e vamos tratar do plano de carreira dos administrativos, que começa imediatamente, a portaria deve sair de hoje para amanhã e nó vamos, de agora em diante, trabalhar para finalmente construir um plano de carreira, que é o sonho da Rede Municipal de Goiânia. Por isso, a categoria suspendeu a greve, porque nas negociações, nas tratativas, teremos 30 dias para produzir o plano, fazer com que ele chegue na Câmara Municipal e comece a vigorar a partir de agosto”, afirmou a deputada.

O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes a partir da Lei Federal n° 9.970/00. A data faz referência ao “Caso Araceli”, crime envolvendo o sequestro, estupro e assassinato de uma menina de 8 anos e, que, apesar da violenta natureza dos fatos, até hoje segue impune.

“Como deputada da educação, sigo firme na luta pela valorização das professoras, professores e servidores administrativos, pela defesa dos aposentados e aposentadas. Um dos principais propósitos do nosso mandato é conseguir acabar com o desconto de 14,25% que tanto penaliza quem já dedicou a vida ao serviço público. Nós não vamos desistir e seguiremos nesse esforço”, aponta ela.