Igualdade Racial: Bia quer fiscalização do Tribunal de Contas dos Municípios na implementação da Lei Federal n.º 10.639/03, pelos municípios goianos

Requerimento apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) solicita ao Tribunal de Contas dos Municípios a fiscalização nos 246 municípios goianos sobre a implementação da Lei Federal nº 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o país.

O requerimento é destinado ao presidente do órgão, Conselheiro Joaquim Alves de Castro Neto e atende pleito da Coordenadora de Juventude do Movimento Negro Unificado, Nathália Simão, durante a Sessão Solene realizada no último dia 21, que celebrou o Dia da Consciência Negra.

A deputada justifica o requerimento lembrando que “a Lei n.º 10.639/03 visa combater o racismo estrutural e promover a valorização da cultura afro-brasileira, sendo essencial que sua implementação seja efetiva nos municípios goianos” e reforça que “o conhecimento sobre a História e Cultura Afro-Brasileira é um direito dos estudantes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente da diversidade étnico-cultural”.

Bia de Lima ainda ressalta que “cabe aos municípios a responsabilidade pela gestão e qualidade do ensino fundamental e médio, tornando crucial avaliar o cumprimento dessa legislação em cada localidade, identificando eventuais desafios, promovendo ações corretivas e elaboração de relatório conclusivo com os resultados da fiscalização, apresentando as recomendações necessárias para garantir o efetivo cumprimento da legislação”.

“Eu tomei conhecimento de que o Ipasgo não está oferecendo o DIU para ser instalado nas mulheres. É preciso que o plano de saúde atenda completamente às usuárias, principalmente, quando se trata da saúde das mulheres. Eu entendo que isso é um baita atraso”, afirmou Bia.

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) durante a sessão ordinária desta terça-feira (23/6), a deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou a falta de transparência no programa IA contra o crime, que usa inteligência artificial no monitoramento de ações criminosas. Os contratos que tinham como objetivo a expansão do programa foram suspensos pela Justiça de Goiás na semana passada.

“As mulheres estão cada vez mais dominando os debates e discussões políticas e é justamente esse o lugar que devemos ocupar: o do protagonismo e do conhecimento! É sempre importante reforçamos o nosso compromisso com a participação política e o apoio do nosso mandato a quem deseja seguir nesse caminho”, afirmou a deputada.