Educação: deputada Bia de Lima lança pesquisa sobre violência contra trabalhadores da Educação

Na abertura do evento, Bia de Lima falou da preocupação com a situação enfrentada pelos trabalhadores da Educação em todo o país, especialmente, em Goiás.

A deputada estadual e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás, Bia de Lima (PT) promoveu nesta terça-feira, 27, uma audiência pública para o lançamento da pesquisa “A violência contra educadores como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadores no Brasil”.

O levantamento, conduzido pelo Observatório Nacional da Violência contra trabalhadores/as em Educação, da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC) e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, é on-line e o formulário pode ser acessado no site do Sintego – www.sintego.org.br.

Na abertura do evento, Bia de Lima falou da preocupação com a situação enfrentada pelos trabalhadores da Educação em todo o país, especialmente, em Goiás. Segundo ela, que também preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintego), uma pesquisa da entidade mostrou que mais de 90% da categoria apontou que os desmandos da escola influenciam na saúde mental dos profissionais.

“São preocupações e levantamentos que precisam ter a repercussão necessária para buscarmos as políticas públicas que tanto precisamos. Uma pesquisa interna do Sintego, que serviu para atuação do próprio sindicato, apontou que 61% dos professores não têm liberdade para ensinar, 86,9% têm sobrecarga de trabalho e 90,8% afirmam que os desmandos da escola influenciam na saúde mental. É um problema muito sério”, declarou ela.

A pesquisa “A violência contra educadores como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadores no Brasil” surge da necessidade de compreender as principais características de um fenômeno crescente no país de censura a educadoras e educadores, de todos os níveis, por diferentes agentes e diferentes formas.

Convidado do evento, o diretor da Faculdade de Educação da UFF e coordenador da pesquisa, Fernando Penna, reforçou a fala da deputada. “Há um número significativo de professores entrando nas redes estaduais, mas já estão desistindo, se afastando. Um dos fatores que agrava esse cenário, além da precarização, da sobrecarga, é a desvalorização que leva à violência contra os educadores. Estamos tentando compreender essa nova configuração da violência e pensando em maneiras de resistir”, disse ele.

“Trabalhamos com uma concepção ampliada e aberta de violência, estamos falando de micro-violências cotidianas, simbólicas, incivilidades, institucional, para além da violência e agressão física. Os professores estão vulneráveis à violência de maneira diferenciada. Por exemplo: pelo tipo de vínculo, um professor contratado sofre violência de forma diferente de um concursado, por gênero, classe social, religiosa, cor. Por isso, precisamos ouvir quem está sofrendo para entender o que está acontecendo. Queremos ouvir todos os trabalhadores da Educação, de todo o Brasil, para entender este fenômeno”, completou Penna.

Ainda de acordo com ele, nos últimos anos, “ataques que levaram a mortes de estudantes e profissionais, era menos intensos, mas foram agravados. E é preocupante, pois os ataques contra educadores são uma estratégica. No caso da violência sexual, por exemplo. É na escola que você capacita a criança e o adolescente a desnaturalizar uma violência que existe no espaço privado, mas quando você tem uma perseguição a essa discussão, professores não podem falar, então a liberdade de ensinar é afetada, mas os estudantes também perdem a capacidade de aprender”, reforçou o professor.

Além de Bia de Lima e Fernando Penna, também participaram do evento a  Gerente de Saúde e Segurança de Trabalho dos Profissionais da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, Márcia Friedrich;  a Diretora da Faculdade de Educação e Coordenadora do Fórum Estadual de Educação, Lueli Nogueira Duarte da Silva; a Presidenta do Fórum Municipal de Educação de Goiânia, Karine Nunes Morais; o Presidente do Conselho Estadual de Saúde, Walter da Silva Monteiro; a Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Celidalva Bittencourt; o Presidente do Sindicato dos Professores da Rede Particular, Railton Nascimento Souza; a Professora e Secretária-Geral Licenciada do Sintego, Ludmylla Morais; a Assistente Social da Seduc – Secretaria de Estado de Educação de Goiás, Eliane Pereira Costa e ainda as secretárias municipais de educação de Mundo Novo, Cleunice Maria de Souza, e de Professor Jamil, Valda Lúcia Prado Pinheiro.

“A Folia é um dos elementos mais importantes do folclore goiano, mas por se tratar de uma festividade essencialmente regional, cada Folia de Reis possui características próprias que podem variar de acordo com o costume local. Mas é possível destacar a presença de trajes com cores vibrantes, pedrarias, fitas e brilhos como um fato comum, bem como a existência de um estandarte ou bandeira para cada grupo de festejo”, aponta Bia de Lima.

“O art. 19, inciso I, da Carta Magna, estabelece a separação entre o Estado e as instituições religiosas, proibindo qualquer forma de aliança ou dependência entre ambos. Tal princípio consagra o Estado Laico, que assegura a liberdade de crença e garante tratamento igualitário a todos os cidadãos, independentemente de sua fé ou ausência dela”, aponta a parlamentar.

De acordo com a parlamentar, ela está atenta à proteção das crianças e adolescentes goianos; contudo, a tarefa é de toda a sociedade. Ela destaca a importância da iniciativa legislativa para incentivar a escuta, que também é um compromisso político e institucional com a infância e a juventude, de forma a estimular o debate público e a efetivação de políticas públicas articuladas, intersetoriais e baseadas em evidências.