Direito: deputada Bia de Lima quer licença de servidores públicos civis para mandato classista

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 8°, assegura a liberdade sindical e o direito de representação dos trabalhadores.

A deputada Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que altera a lei n° lei 13.909, de 25 de setembro de 2001, (Estatuto e o Plano de Cargos e Vencimentos do Pessoal do Magistério) e assegura ao professor o direito à licença para o desempenho de mandato em Central Sindical, Confederação, Federação, Sindicato, no âmbito estadual ou nacional, sem prejuízo de sua situação funcional ou remuneração, com todos os direitos e vantagens do cargo. O PL prevê a licença de, no mínimo, três servidores eleitos para cargos de direção das referidas entidades

Bia de Lima justifica o projeto reivindicando que “o mandato classista é um instrumento fundamental para garantir que os professores e demais profissionais da educação tenham voz ativa na formulação de políticas públicas e na negociação de direitos trabalhistas, sem prejuízo de suas funções e remunerações”.

Nesse mesmo sentido, foi apresentado também projeto de lei que altera o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Goiás, das autarquias e fundações públicas estaduais para assegurar ao servidor estável o direito à licença para desempenho de mandato em central sindical, confederação, federação, associação de classe de âmbito estadual, sindicato representativo da categoria de servidores públicos estaduais ou entidade fiscalizadora da profissão regularmente registrados no órgão competente. A licença deve ser remunerada, com três servidores eleitos para os cargos de direção das referidas entidades, inclusive, com todas as vantagens e benefícios que possuam na data a sua categoria profissional enquanto perdurar a licença, sendo impedida a exoneração ou despedida, salvo a pedido ou por justa causa.

A deputada aponta ainda que a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 8°, assegura a liberdade sindical e o direito de representação dos trabalhadores, princípio reforçado por convenções internacionais ratificadas pelo Brasil.

“A implementação do mandato classista para servidores públicos está alinhada a esses preceitos e representa um avanço na democratização das relações de trabalho do setor público”, conclui Bia de Lima.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.