Deputada Bia de Lima solicita reajuste salarial para professores temporários da UEG

“A paridade entre os professores contribui de forma essencial para a manutenção da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. No entanto, observa-se uma discrepância remuneratória que fere os princípios constitucionais da isonomia, valorização do magistério e da dignidade do trabalho”, afirma ela.

Por meio de requerimento apresentado nesta terça-feira (21/10), a deputada estadual Bia de Lima (PT), solicitou o reajuste salarial dos professores em regime de contrato temporário da Universidade Estadual de Goiás (UEG), de forma a garantir a isonomia e paridade em relação aos professore efetivos. A disparidade entre ambos chega a atingir um percentual de 50% em detrimento dos contratos temporários.

Segundo Bia de Lima, os professores temporários desempenham as mesmas funções acadêmicas e administrativas dos servidores efetivos e, por isso, devem ter a isonomia garantida.

“A paridade entre os professores contribui de forma essencial para a manutenção da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. No entanto, observa-se uma discrepância remuneratória que fere os princípios constitucionais da isonomia, valorização do magistério e da dignidade do trabalho”, afirma ela.

Ainda de acordo com a deputada, a equiparação salarial é medida de justiça e reconhecimento à dedicação desses profissionais, que atuam com igual responsabilidade e compromisso com a missão institucional da UEG.

“Além disso, a valorização dos docentes temporários é fundamental para a manutenção de um corpo docente qualificado e motivado, refletindo diretamente na qualidade do ensino superior público oferecido à sociedade goiana”, completa Bia.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.