Deputada Bia de Lima pede informações sobre situação de Credeq em Goianésia

Nesta terça-feira, 25, durante a apresentação de matérias no plenário, a deputada Bia de Lima (PT) solicitou, por meio de requerimento, informações e esclarecimentos sobre a situação do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq), no município de Goianésia, a cerca de 175 km da capital goiana, especialmente sobre a atual destinação do prédio público e a ausência de funcionamento do serviço.

O documento encaminhado ao presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), solicita informações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB) e do Secretário Estadual de Saúde, Sérgio Vêncio.

Reportagem veiculada no Jornal O Popular, edição de 24 de abril, intitulada “Dependentes fazem fila onde Credeq está parado” aponta que, ao menos, 180 pacientes aguardam para fazer tratamento contra a dependência química no local. O prédio está finalizado, no entanto, há indefinição no uso da unidade.

Ainda conforme a matéria, a Secretaria Municipal de Saúde de Goianésia informou que casos de desintoxicação são levados ao hospital municipal e, quando há necessidade de internação, os pacientes são incluídos na regulação pela regulação estadual e pela pactuação intermunicipal, entre Goiânia e Anápolis.

“Considerando que é dever do poder público garantir a correta utilização dos prédios públicos, é preciso que esta Casa Legislativa saiba como está sendo feita essa gestão por parte do órgão responsável”, afirma a deputada.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.