Defesa do servidor: “o problema é muito grave”, diz Bia de Lima ao cobrar soluções para o Ipasgo Saúde

Como exemplos de problemas, Bia de Lima apontou o aumento dos preços para novos contratantes, as filas extensas nas unidades presenciais, a demora para autorização de exames e o descredenciamento de muitos profissionais de saúde.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) cobrou melhorias no funcionamento do Serviço Social Autônomo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos e Militares do Estado de Goiás (Ipasgo Saúde). Membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Servidores Públicos, a parlamentar afirmou que “o problema é muito grave” e que está preocupada com a situação do plano, bem como dos serviços oferecidos aos beneficiários.

“Sou membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Servidores Públicos, venho há muito tempo me preocupando com as questões do Ipasgo. Desde as recentes mudanças implantadas na gestão, o atendimento aos servidores e seus agregados está piorando de forma contínua. Agora, o plano tem regras do setor privado e isso tem dificultado tudo, inclusive a participação dos sindicatos que estavam cientes das discussões sobre o instituto”, afirmou a parlamentar.  

Como exemplos de problemas, Bia de Lima apontou o aumento dos preços para novos contratantes, as filas extensas nas unidades presenciais, a demora para autorização de exames e o descredenciamento de muitos profissionais de saúde.

“A situação é seríssima e a tendência é só piorar. Venho falando isso há muito tempo. As pessoas estão esperando cinco horas na fila, três dias pela liberação de exame de sangue, o aumento da-coparticipação, estão ficando até mesmo sem atendimento. O custo disso é muito alto para os usuários”, ressaltou a parlamentar.

Ainda de acordo com a deputada, ela sempre defendeu o Ipasgo como o plano de saúde dos servidores, no entanto, a situação está se agravando diariamente.

“Um dos grandes problemas é não apresentarem soluções, estão sem saber o que fazer. A situação é muito séria, tudo vai aumentar até o momento que as pessoas não vão ter condições de pagar e vão migrar para outro plano, o que é um absurdo. Eu sempre defendi o Ipasgo como o nosso plano, sempre cobrei resolutividade, mas estou quase impossibilitada de fazer isso”, concluiu ela.

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Professora, pedagoga e com uma trajetória marcada pela atuação no movimento sindical, Bia de Lima exerce atualmente o quarto mandato como presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e preside a Comissão de Educação da Alego. Para a parlamentar, a homenagem também reafirma seu compromisso com a valorização do magistério e com as lutas históricas da categoria.