Desenvolvimento Urbano: Bia de Lima promove reunião para discutir a 6ª Conferência Estadual das Cidades

O objetivo do encontro foi debater e estimular os cidadãos a discutirem um projeto de desenvolvimento sustentável para as cidades.

Ocorreu na tarde desta terça-feira, 7, no auditório 1 da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), por iniciativa da deputada estadual Bia de Lima (PT), uma reunião para discutir a 6ª Conferência Estadual das Cidades, cujo tema é “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano – Caminhos para as cidades inclusiva, democráticas, sustentáveis e com justiça social”, que deve acontecer em setembro deste ano, após 10 anos de espera.

A reunião foi coordenada pelo advogado e representante da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO) no Conselho Municipal de Política Urbana (Compur), Sebastião Ferreira Leite, conhecido como Juruna. A parlamentar foi representada pela chefe de gabinete, Sandra Cabral. Porém, Bia de Lima ressaltou que a participação da população nesse processo é fundamental para entender as demandas de cada cidade.

“Nós estamos preparando diversos segmentos sociais para produzirmos um documento para somar com as Conferências das Cidades, que é uma forma da gente democratizar as demandas de cada cidade e não ficar só para este ou aquele prefeito. Mas, acima de tudo, a população precisa ser ouvida para falar suas preocupações e suas demandas’, disse.  

O encontro tinha como objetivo debater e estimular os cidadãos a discutirem um projeto de desenvolvimento sustentável para as cidades, especialmente, neste ano eleitoral, bem como inspirar as proposições de soluções para os problemas e desafios dos municípios. Mais de 10 entidades como a União Estadual de Moradia Popular, o Movimento de Trabalhadores por Direitos, a Nação Hip-Hop, a Defensoria Pública de Goiás, a Ademi, o Crea Associação Habitacional Vida Nova, Associação Habitacional Renascer, Associação por Moradia Popular em Goiás, Central de Movimentos Populares em Goiás, Associação Nova Morada e Associação Habitacional e Construção Civil do Brasil participaram da atividade.

Na ocasião, os participantes deliberaram novos encontros e reuniões para avançar as discussões, já que as conferências municipais das cidades devem ser convocadas pelo poder público até o próximo dia 30 de maio. Dessa forma, as entidades se comprometeram a seguir unidas e organizarem as conferências, até a realização do evento estadual.

As conferências foram convocadas pelo Ministério das Cidades e pelo Conselho das Cidades no processo de reconstrução da participação social nas políticas públicas de desenvolvimento urbano, habitação, territórios periféricos, mobilidade urbana e saneamento básico.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.