Bia de Lima propõe regulamentação e atribuições dos guardas florestais em Goiás

Foto: Will Rosa
“A presença permanente de Guardas Florestais em reservas estaduais permitirá maior eficiência nas ações de fiscalização, educação ambiental e manejo, favorecendo a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. O projeto prevê formação especializada, integração com outras forças e mecanismos de cooperação com comunidades e instituições, garantindo atuação técnica, preventiva e respeitosa aos direitos humanos e das populações tradicionais”, pontuou a deputada na justificativa da proposta.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou projeto de lei que institui o Corpo de Guardas Florestais do Estado de Goiás, destinado à proteção, fiscalização, manejo e conservação das florestas, unidades de conservação estaduais, reservas florestais, mata ciliar, áreas de preservação permanente e demais bens ambientes sob a competência do Estado. Vale ressaltar que o ingresso ao órgão se dará por meio de concurso público.

De acordo com a parlamentar, a iniciativa responde à necessidade de fortalecimento da gestão ambiental, prevenção de crimes e infrações ambientais, proteção da biodiversidade e mitigação de incêndios florestais, que afetam diretamente os serviços ecossistêmicos, a economia e a qualidade de vida das populações locais.

“A presença permanente de Guardas Florestais em reservas estaduais permitirá maior eficiência nas ações de fiscalização, educação ambiental e manejo, favorecendo a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. O projeto prevê formação especializada, integração com outras forças e mecanismos de cooperação com comunidades e instituições, garantindo atuação técnica, preventiva e respeitosa aos direitos humanos e das populações tradicionais”, pontuou a deputada na justificativa da proposta.

Conforme a proposta são objetivos do Corpo de Guardas Florestais: a prevenção e reprimir infrações ambientais em áreas sob jurisdição estadual; proteção, recuperação e conservação de ecossistemas florestais; orientação e educação a população sobre a preservação ambiental; apoiar ações de manejo florestal sustentável e de recuperação de áreas degradadas e ainda a colaboração na aplicação de políticas públicas ambientais e na execução de planos de manejo.

Ainda de acordo com a proposta, entre as atribuições dos guardas estão a realização de patrulhamento preventivo e ostensivo em reservas florestais e unidades de conservação estaduais; fiscalização de atividades potencialmente degradadoras (exploração madeireira, queimadas, caça, extração ilegal de recursos, desmatamento); execução de ações de educação ambiental e sensibilização das comunidades locais, entre outros.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.