Bia de Lima propõe audiência pública para discutir preços dos combustíveis em Goiás e reestatização da BR Distribuidora

Deputada estadual propõe audiência pública para o dia 1° de julho para reunir trabalhadores, sindicatos e especialistas na discussão dos impactos da privatização sobre os preços da gasolina, do etanol e do gás de cozinha

A deputada estadual Bia de Lima (PT) anunciou nesta segunda-feira (16/06), durante fala na tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a realização de uma audiência pública no dia 1° de julho, às 9 horas, na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alego, para discutir os preços dos combustíveis no Brasil e os impactos da privatização da BR Distribuidora sobre o bolso da população. A iniciativa surge em meio aos recentes dados divulgados sobre o mercado de combustíveis em Goiás.

Um levantamento divulgado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e repercutido em diversos veículos de imprensa goianos, mostra que, enquanto o preço do etanol nas usinas goianas acumulou queda de aproximadamente 20% entre abril e junho, a redução observada nos postos foi de apenas 5,9%. Os dados evidenciam que a diminuição dos custos de produção nem sempre chega na mesma proporção ao consumidor.

Segundo Bia de Lima, é necessário ampliar o debate sobre a formação dos preços dos combustíveis e analisar os efeitos da privatização da BR Distribuidora, realizada durante o governo anterior.

“Nós estamos fazendo um levantamento e observando que o custo disso para o povo brasileiro foi muito elevado. Só agora nas subvenções o governo está gastando mais de R$ 40 bilhões para manter os valores dos combustíveis estáveis. Isso porque a BR Distribuidora está tendo um lucro exageradamente alto e nós precisamos debater essa realidade”, afirmou.

A parlamentar destacou que a discussão não envolve apenas gasolina e etanol, mas também o preço do gás de cozinha, que impacta diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

“Quem mais sofre com o aumento dos combustíveis é a classe trabalhadora. Quando sobe a gasolina, sobe o frete, sobe o transporte, sobe o custo dos alimentos e aumenta a inflação. No final, é a população que paga essa conta”, ressaltou.

Bia também defendeu que o país volte a discutir o papel estratégico das empresas públicas no setor energético. Para a parlamentar, a venda de ativos importantes da cadeia de combustíveis reduziu a capacidade de intervenção do Estado em momentos de crise internacional e aumentou os custos para os consumidores.

“Não podemos aceitar que recursos públicos sejam constantemente utilizados para compensar aumentos de preços enquanto poucos setores acumulam lucros elevados. Precisamos discutir a soberania energética do país, a estabilidade dos preços e mecanismos que garantam mais proteção para a população”, argumentou.

A audiência pública contará com a participação de sindicatos, especialistas e representantes da sociedade civil. O objetivo é debater alternativas para reduzir os custos dos combustíveis e ampliar a transparência sobre a composição dos preços cobrados dos consumidores.

Além da BR Distribuidora, a parlamentar pretende promover discussões sobre outras empresas e estruturas estratégicas ligadas ao setor energético nacional. O objetivo é realizar uma avaliação dos impactos das privatizações realizadas nos últimos anos sobre a economia brasileira e o custo de vida da população.

SERVIÇO
Bia de Lima propõe audiência pública para discutir preços dos combustíveis em Goiás e reestatização da BR Distribuidora
Data: 1° de julho de 2026
Horário: 9 horas (manhã)
Local: Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego)

“O Curso de Pedagogia da UFCAT possui uma trajetória marcada pelo compromisso com a formação humana, com a valorização da Educação pública e com a produção de conhecimento. Celebrar esses 38 anos é reconhecer todas as pessoas que ajudaram a construir essa história e que seguem contribuindo para a formação de educadores comprometidos com uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma.

“A bicicleta vem assumindo papel cada vez mais relevante nos deslocamentos urbanos e intermunicipais, seja como meio de transporte cotidiano, seja como instrumento de lazer, esporte, turismo e inclusão social. Trata-se de modal acessível, de baixo custo, não poluente e alinhado às diretrizes nacionais de desenvolvimento sustentável e de mobilidade urbana”, afirma a deputada.

“O valor do pedágio tem pesado no bolso dos trabalhadores que precisam transitar entre os municípios de Trindade, Guapó e Goiânia. Fui até o DNIT, para que o órgão tenha uma estratégia, para que haja alguma movimentação no sentido de não pesar para essas pessoas, para que não sejam penalizadas com essa cobrança”, afirmou ela.