Bia de Lima promove audiência pública para debater exploração de Terras Raras em Goiás

Segundo a deputada Bia de Lima, a possível venda da mineradora em Minaçu reacende uma discussão séria sobre soberania nacional, controle de riquezas estratégicas e o papel do Brasil no cenário global. De acordo com ela, não se trata apenas de uma negociação econômica, mas de decisões que impactam diretamente o nosso futuro.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) realiza nesta quarta-feira (13/5), às 9h, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a audiência pública “Exploração de Terras Raras: Desenvolvimento Regional, Sustentabilidade e Soberania Nacional”.

O tema tem pautado discussões relevantes sobre o acordo envolvendo a Serra Verde Pesquisa e Mineração S.A. (Serra Verde), mineradora de terras raras instalada em Minaçu, no norte goiano, e a USA Rare Earth, Inc (USAR). O negócio foi avaliado em US$ 2,8 bilhões.

Segundo a deputada Bia de Lima, a possível venda da mineradora em Minaçu reacende uma discussão séria sobre soberania nacional, controle de riquezas estratégicas e o papel do Brasil no cenário global. De acordo com ela, não se trata apenas de uma negociação econômica, mas de decisões que impactam diretamente o nosso futuro.

“Defendo que esse processo seja transparente, com responsabilidade e participação da sociedade. Precisamos garantir que essas riquezas gerem desenvolvimento, oportunidades e benefícios reais para o nosso povo. É fundamental abrir esse debate, ouvir especialistas e assegurar que os interesses do Brasil estejam acima de tudo”, afirma ela.

Nessa segunda-feira (11/5), a Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um procedimento administrativo para analisar o acordo. O objetivo da SG é apurar se o que houve foi uma compra, e nesse caso, precisaria passar pelo Cade, ou se foi celebrado outro tipo de acordo. Por se tratar de recurso mineral, as regras são federais e sujeitas a análise de órgãos como o Cade e a Agência Nacional de Mineração (ANM), contudo, neste caso, o acordo foi firmado pelo governo estadual.

Além de Bia de Lima, compõem a mesa da audiência a Promotora de Justiça e Coordenadora do Grupo de Atuação de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de Goiás (MPGO), Suelena Jayme; representando a Procuradoria da República da Tutela Coletiva Ambietal do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), Adélia Rosa Goulart; diretor da Faculdade de Ciência Tecnologia do Campus Aparecida de Goiânia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Tiago dos Santos Almeida; professor e coordenador do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – Terras Raras da Universidade Federal de Catalão (UFCat), André Carlos Silva; ex-vereador de Aragoiânia, empresário e proprietário da Fazenda Alto da Boa Vista, Danilo de Oliveira Rios; e o ex-funcionário da AGN, Tasso Mendonça.

“A Assembleia não pode impedir que o Ministério Público Eleitoral e o TRE cumpram seu papel por meio de um decreto legislativo. É uma covardia. Eu tenho plena certeza que o TRE não acatará esta medida, esse decreto legislativo. O TRE cumpra seu papel, porque isso que a Assembleia Legislativa está fazendo não tem amparo legal”, declarou.

“No início da gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, estivemos juntos em reunião e, naquele momento, levei para ele a proposta para que os servidores públicos municipais tivessem um direcionamento, dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Esta é uma importante conquista para a categoria. Moradia é direito de todos. Então seguimos trabalhando diariamente pela classe trabalhadora e pela nossa dignidade”, afirmou a deputada.

“O presidente Lula esteve em Goiás e foi ótimo. Quem diz que ele tem medo e não anda no meio dos goianos ficou frustrado, pois ele mostrou e provou que tem feito um excelente trabalho pelo nosso estado. O presidente foi recebido com o maior carinho e apreço em Catalão e em Rio Verde, isso foi muito importante”, afirmou ela.