Bia de Lima apoia mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal para auxiliar prefeitos a pagarem o Piso Salarial

Apoiando o projeto da deputada federal Adriana Accorsi (PT), que compõe a Comissão de Educação da Câmara Federal, para que a Saúde e a Educação sejam retiradas da Lei de Responsabilidade Fiscal, a deputada estadual Bia de Lima (PT), espera que a medida auxilie os prefeitos a pagarem o Piso Salarial. O projeto deve ser discutido no próximo mês de abril.

Durante a audiência pública que ocorreu nesta quinta-feira, 23, proposta pela parlamentar, com secretários municipais de Educação para esclarecimentos e orientações sobre captação de recursos para investimento no setor, os titulares das pastas falaram sobre o assunto.

A secretária de Educação de Edeia, Analzira Matos, foi uma das que se orgulhou em falar sobre o pagamento do Piso. “O município de Edeia paga o Piso, e isso é um orgulho para nós. A data-base e Piso já estão sendo pagos desde janeiro, com todos os benefícios na carreira”, disse ela. O prefeito da cidade, José Wagner (Waguinho), também deve ser parabenizado pela deputada.

Já os secretários de Jesúpolis, Douglas Felipe, e de Formosa, Sizélia de Abreu, disseram que ainda não conseguem cumprir com o compromisso do Piso, mas que pretendem fazer o mais rápido possível. “No meu município, as escolas têm boa estrutura física, bem como de equipamentos, mas não temos recursos suficientes para pagar os servidores. Esse é o nosso principal problema atualmente. Metade dos servidores está na folha da prefeitura e a verba do Fundeb é insuficiente”, afirmou ele.

“Os municípios não têm condições de pagar os valores, principalmente, porque a lei de responsabilidade fiscal tem que ser cumprida. Em Formosa, por exemplo, temos 59 escolas, 19 mil alunos e quase 3 mil professores. Eu já pedi o impacto e se nós exonerarmos os secretários e todos os contratos, ainda assim não conseguimos pagar o piso de uma única vez. Alguns professores acham que não pagamos porque não queremos, mas fica aqui o meu pedido. Levem para o presidente Lula essa demanda. Lá [em Formosa], negociamos com o sindicato, dividimos o índice em três vezes. Dinheiro tem, mas precisamos usá-lo da melhor forma”, ressaltou Sizélia.

Compromisso com o piso

Durante explanação na tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás, a deputada Bia de Lima definiu que parabenizaria os prefeitos goianos que cumprissem a Lei 11.738/2008 e pagassem corretamente o Piso Salarial dos Professores.

Após a iniciativa da parlamentar, diversos prefeitos já manifestaram interesse em se adequar ao pagamento. Já foram parabenizados os seguintes prefeitos:

Prefeito de Aparecida de Goiânia – Vilmar Mariano

Prefeito de Professor Jamil – Ney Novaes

Prefeito de Divinópolis – Charley Tolentino

Prefeito de Uruana – Nei Canela

Prefeito de Itaucu – Clayton Melo

Prefeito de Itapuranga – Paulinho Imila

Prefeito de Cavalcante – Vilmar Kalunga

Prefeito de Monte Alegre de Goiás – Felipi Campos

Prefeito de Buriti Alegre – André Chaves

Prefeito de Rio Verde – Paulo do Valle

Prefeito de Luziânia – Diego Sorgatto

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.