Aposentados: Bia de Lima reforça extinção de cobrança abusiva

Manifestação de servidores públicos aposentados exigiu a extinção da cobrança de 14,25% nos proventos dos mesmos

A deputada estadual Bia de Lima (PT), que também preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), participou na manhã desta quinta-feira, 5, de uma manifestação de servidores públicos aposentados, para exigir a extinção da cobrança de 14,25% nos proventos dos mesmos.

A atividade foi proposta pelo sindicato e teve a presença de mais de 500 trabalhadores da educação estadual, que se reuniram no Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador Ronaldo Caiado, em Goiânia, para expor a indignação com a cobrança absurda dos valores.

“Fizemos um encontro com mais de 500 pessoas, para dizer ao governador que pare de descontar os 14,25% dos aposentados que recebem os seus proventos abaixo do teto do INSS. Essa é uma luta muito importante e esperamos que o governo possa pôr fim a esse sofrimento. Os servidores aposentados já contribuíram uma vida inteira e, desde 2020, estão pagando novamente, um dinheiro muito importante que serviria para comer melhor, pagar remédios ou mesmo usufruir da aposentadoria para uma viagem, mas não sobra dinheiro para nada. Mudar as regras no final do jogo é algo que não existe, é um absurdo! Lutamos incansavelmente para que esse sofrimento tenha fim”, afirma Bia de Lima.

“Esse é um apelo de todos os aposentados, de todas as categorias. A questão é urgente e precisa ser revolvida rapidamente, pois a consequência disso é o sofrimento das pessoas. Os aposentados não suportam mais essa taxação que é abusiva”, completa a deputada.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.