Inclusão: Bia de Lima apresenta projeto para garantir vagas em concursos para pessoas dentro do TEA

A propositura ressalta ainda a reserva de, no mínimo, 5% das vagas para candidatos PCD e TEA, aplicada sempre que o número de vagas oferecidas for igual ou superior a 20.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou nesta terça-feira, 25, um projeto de lei que tem como objetivo promover e consolidar a inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência e neurodivergentes no âmbito da Administração Pública estadual, em consonância com os princípios constitucionais de igualdade e dignidade da pessoa humana.

A proposta altera a Lei nº 19.587, de 10 de janeiro de 2017, que estabelece normas gerais para a realização de concursos públicos. Segundo a deputada, as pontuações solicitadas refletem um compromisso renovado com a promoção de direitos das pessoas com deficiência (PCD) e das pessoas neurodivergentes, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Entre as mudanças, está a alteração no título do Capítulo V para “Da Inclusão e Acessibilidade” e a criação das Seções I e II. “As alterações são essenciais para destacar a importância da diversidade e da inclusão. Essas mudanças visam garantir que as normas relativas à participação de pessoas com deficiência e neurodivergentes em concursos públicos sejam claras, acessíveis e abrangentes”, afirma Bia de Lima.

Especificamente, a nova Seção II, “Dos Neurodivergentes”, reconhece a necessidade de tratamento específico para os candidatos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assegurando-lhes o direito a condições especiais durante o processo seletivo, desde que devidamente comprovadas e solicitadas no ato de inscrição.

“Esta inclusão é fundamental para promover a igualdade de oportunidades e combater a discriminação”, aponta a deputada.

A propositura da parlamentar, ressalta ainda a reserva de, no mínimo, 5% das vagas para candidatos PCD e TEA, aplicada sempre que o número de vagas oferecidas for igual ou superior a 20, assegura que estes grupos tenham uma representação justa e proporcional. Além disso, o arredondamento para o número inteiro imediatamente superior quando a aplicação do percentual resultar em fração de vaga garante que a reserva seja efetiva e significativa.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.