Projeto de Bia de Lima institui política de corredores ecológicos em Goiás

Conforme a proposta, também são objetivos a redução dos efeitos de fragmentação de habitat e promoção da resiliência dos ecossistemas; a integração de ações públicas e privadas de restauração e conservação ambiental; apoio a implementação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação da Natureza (SEUC-GO) e a valorização a sociobiodiversidade e os modos de vida sustentáveis das comunidades locais.

Projeto de lei apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT) institui a Política Estadual de Corredores Ecológicos em Goiás, com a finalidade de promover a conectividade entre fragmentos de vegetação nativa, unidades de conservação e outras áreas ambientalmente relevantes, assegurando a preservação da biodiversidade e a sustentabilidade ambiental.

Conforme a proposta, também são objetivos a redução dos efeitos de fragmentação de habitat e promoção da resiliência dos ecossistemas; a integração de ações públicas e privadas de restauração e conservação ambiental; apoio a implementação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação da Natureza (SEUC-GO) e a valorização a sociobiodiversidade e os modos de vida sustentáveis das comunidades locais.

Segundo a deputada, a proposição visa suplementar a legislação federal sobre a conservação ambiental e conectividade ecológica, já que embora existam normativa que reconhecem a importância dos corredores ecológicos, há lacunas na legislação infraconstitucional que dificultam sua implementação em nível local.

“O Cerrado, bioma predominante em Goiás, é um dos mais ameaçados do mundo, e a fragmentação de habitats tem comprometido a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. A criação de corredores ecológicos é medida estratégica e urgente, que pode ser integrada à política de uso do solo, de combate à desertificação, de proteção das nascentes e de enfrentamento às mudanças climáticas”, aponta a parlamentar.

Entre as diretrizes da política estão o reconhecimento dos corredores ecológicos como instrumento de planejamento e gestão territorial; integração com as políticas estaduais de meio ambiente, uso do solo, recursos hídricos, agricultura e infraestrutura; priorização de ações em áreas com alta biodiversidade, ameaçadas ou de relevância ecológica estratégica; incentivo à participação de proprietários rurais, populações tradicionais e sociedade civil e ainda articulação com as políticas de combate às mudanças climáticas e de proteção de nascentes e mananciais.

Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.