14.25%: Bia de Lima cobra medidas efetivas para o fim da taxação dos aposentados em Goiás

“A taxação dos aposentados foi adotada no governo Caiado logo após a reforma previdenciária. Agora, apontam uma economia de R$ 8 bilhões, que foi feita com estratégias que apenas prejudicaram os servidores, como o pagamento de gratificações que não são incorporados no salário e, portanto, não são pagas após a aposentadoria, bem como, a demora no processo de aposentadoria dos trabalhadores, que, atualmente, tem sido de aproximadamente dois anos”, afirmou Bia de Lima.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) cobrou mais uma vez medidas efetivas pelo fim da taxação dos aposentados de Goiás, em 14.25%, nos vencimentos. Os questionamentos foram direcionados ao secretário estadual da Economia, Francisco Sérvulo, durante audiência promovida pela Comisssão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa de Goiás, nesta quarta-feira, 21.

Na ocasião, a parlamentar reforçou que as economias do estado de Goiás durante o governo de Ronaldo Caiado foram conquistas por meio do sacrifício dos aposentados. “A taxação dos aposentados foi adotada no governo Caiado logo após a reforma previdenciária. Agora, apontam uma economia de R$ 8 bilhões, que foi feita com estratégias que apenas prejudicaram os servidores, como o pagamento de gratificações que não são incorporados no salário e, portanto, não são pagas após a aposentadoria, bem como, a demora no processo de aposentadoria dos trabalhadores, que, atualmente, tem sido de aproximadamente dois anos”, afirmou Bia de Lima.

Em sua fala, a deputada questionou o que será feito para a resolução do problema, já que o Poder Executivo aponta melhorias orçamentárias. “Há muito venho reivindicando o fim dessa taxação. Então, tendo em vista a saída de Goiás do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a entrada no Propag, gostaria de saber as medidas efetivas que da Economia de Goiás para atender esse ponto que tem sido tão nevrálgico para os aposentados de Goiás?”, indagou.

Ao comentar a situação das aposentadorias, o líder do governo Thalles Barreto (UB) afirmou que foi criado um grupo de trabalho para diagnóstico geral para a demora nos processos. Segundo ele, um dos gargalos era a falta de digitalização.

O secretário Sérvulo Nogueira insistiu em culpabilizar a Educação que tem uma folha enorme, ignorando o número de trabalhadores da categoria e a necessidade dos mesmos para o desenvolvimento do Estado de Goiás, defendendo o crescimento da economia do Estado às custas  de um sacrifício dos aposentados.

Em seu discurso, a deputada ressaltou que a ampliação do acesso à educação também deve ser acompanhada da valorização de professores e servidores técnico-administrativos. Bia de Lima também comentou sobre a greve dos trabalhadores da educação municipal de Goiânia, que, segundo ela, já ultrapassa duas semanas. Ela cobrou avanços nas negociações. “É preciso ter muito mais cuidado e zelo, atender o pessoal, sentar, discutir e achar uma saída”, defendeu.

“Estamos fazendo todos os esforços, buscando diversas autoridades para intermediar a situação com o prefeito Sandro Mabel, que prometeu retirar todas as propostas que haviam sido apresentadas. Essa medida, além de não ajudar, piora o que já não estava bom. Estamos buscando a resolução para esse impasse, que é de obrigação da gestão. A pauta está colocada há anos, os trabalhadores não só querem, como têm direito a valorização”, apontou a deputada.

Para Bia, o calendário eleitoral não deve servir de justificativa para reduzir a rotina de funcionamento do Parlamento. A deputada defendeu a manutenção dos dias e horários já conhecidos pela população, especialmente para garantir que quem acompanha os trabalhos da Assembleia pela TV Alego e pelos demais canais institucionais continue tendo previsibilidade sobre a atuação dos parlamentares.