Infraestrutura: deputada Bia de Lima critica projeto que direciona recursos do públicos para instituição privada

A ausência de licitações pode ferir princípios da administração pública, bem como comprometer a isonomia e a transparência do processo.

A deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou o projeto de lei do Poder Executivo que autoriza o Estado a formalizar parceria com o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), de forma a eliminar a necessidade do processo licitatório. A proposta foi aprovada em segunda e última votação na sessão desta quinta-feira, 20.

De acordo com a parlamentar, a ausência de licitações pode ferir princípios da administração pública, bem como comprometer a isonomia e a transparência do processo.

 “Nós do poder legislativo temos a responsabilidade de zelar pelo cumprimento das leis. Tanto a Constituição Federal, como a estadual, prevê o processo licitatório para a aplicação de recursos e o que está se querendo com esse projeto é direcionar grandes recursos para um determinado setor, impedindo inclusive a livre concorrência. De forma conveniente, o Governo de Goiás quer direcionar os recursos a uma única instituição. O Fundeinfra foi criado há mais de 3 anos e, agora, estão querendo criar mecanismos para direcionar verbas para os amigos em detrimento das questões legais”, afirmou a deputada.

O projeto do Governo Estadual propõe parcerias para obras públicas viárias sem necessidade de chamamento público ou licitação, permitindo o uso de recursos do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) para a execução dessas obras.  

“Eu tomei conhecimento de que o Ipasgo não está oferecendo o DIU para ser instalado nas mulheres. É preciso que o plano de saúde atenda completamente às usuárias, principalmente, quando se trata da saúde das mulheres. Eu entendo que isso é um baita atraso”, afirmou Bia.

Ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) durante a sessão ordinária desta terça-feira (23/6), a deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou a falta de transparência no programa IA contra o crime, que usa inteligência artificial no monitoramento de ações criminosas. Os contratos que tinham como objetivo a expansão do programa foram suspensos pela Justiça de Goiás na semana passada.

“As mulheres estão cada vez mais dominando os debates e discussões políticas e é justamente esse o lugar que devemos ocupar: o do protagonismo e do conhecimento! É sempre importante reforçamos o nosso compromisso com a participação política e o apoio do nosso mandato a quem deseja seguir nesse caminho”, afirmou a deputada.