Economia: proposta da deputada Bia de Lima regulamenta descarte da produção agrícola em Goiás

A problemática do descarte deliberado de produção agrícola, muitas vezes usado para manipulação de preços prejudica o pequeno produtor e a população.

A deputada estadual Bia de Lia (PT) apresentou, nesta quarta-feira, 26, projeto de lei que estabelece a Política Estadual de Controle do Descarte de Produção Agrícola no Estado de Goiás, com o objetivo de evitar práticas lesivas ao abastecimento alimentar e garantir o equilíbrio do mercado.

De acordo com a parlamentar, a medida não visa também se posicionar como uma solução inovadora para os desafios enfrentados por um dos maiores e mais produtivos estados agrícolas do Brasil. “Nosso estado, com sua vocação natural para a produção de grãos, carnes e outros produtos alimentares, tem um papel estratégico no abastecimento nacional e até internacional. E, diante de um mercado tão globalizado e dinâmico, é necessário implementar mecanismos que garantam a justa formação de preços, evitando práticas prejudiciais à economia e à segurança alimentar da população”, afirmou ela.

Conforme a propositura, a política tem como princípios: a garantia do abastecimento regular de alimentos à população; a prevenção de práticas abusivas de mercado relacionadas à oferta e demanda; o incentivo à destinação social ou produtiva dos excedentes agrícolas; a sustentabilidade e a redução do desperdício de alimentos; a transparência na formação de preços no setor agrícola; coibir o descarte proposital de produção agrícola por pequenos, médios e grandes produtores para manipulação de preços no mercado; estabelecer mecanismos de fiscalização e controle para evitar práticas anticoncorrenciais no setor agrícola e ainda criar incentivos para a destinação sustentável da produção excedente, incluindo programas sociais e políticas de segurança alimentar.

Ainda de acordo com Bia de Lima, a problemática do descarte deliberado de produção agrícola, muitas vezes usado para manipulação de preços prejudica o pequeno produtor, assim como toda a cadeira produtiva e a população que depende de alimentos a preços acessíveis.

“Em Goiás, onde o agronegócio representa uma das principais fontes de emprego e renda, garantindo a destinação adequada dos excedentes de produção e, assim, evitando que o desperdício de alimentos se torne um problema ainda maior”, reforça a deputada.

Conforme o projeto, para implementar a política poderá ser instituído um sistema de monitoramento da produção e do descarte de produtos agrícolas; estabelecer penalidades administrativas para produtores que comprovadamente descartem produtos com a finalidade de manipular preços; criar parcerias com entidades assistenciais e bancos de alimentos para a redistribuição da produção excedente, entre outras.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.