Exercício profissional: Bia de Lima propõe dispensa de registro em conselho da categoria para professores de educação física

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação não faz nenhuma menção à necessidade de registro no referido conselho de classe para a atividade de docência.

Projeto de lei apresentado pela deputada estadual Bia de Lima (PT), torna dispensável o registro no Conselho Regional de Educação Física para o efetivo exercício da carreira de professor de educação física, na educação básica e superior das escolas públicas e privadas do Estado de Goiás.

Na justificativa ao PL, a deputada informa que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), em seu art. 61, traz um rol taxativo referente à formação dos profissionais de educação básica e dispõe, com relação à exigência de formação em nível superior, curso de licenciatura plena, mas não faz nenhuma menção à necessidade de registro no referido conselho de classe para a atividade de docência.

Já o Conselho Nacional de Educação, por meio do Parecer n° 0135/2002, diferenciou o exercício profissional do exercício da docência, compreendendo que, para a docência, a interferência compete ao Ministério de Educação e às Instituições de Ensino Superior por ele credenciadas.

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Para a parlamentar, militante da área da educação, a sanção é um grande avanço. “É uma alegria receber o convite do presidente Lula para participar deste momento, que é histórico. Sou presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e já estamos trabalhando não só para construir, mas também para garantir a implementação do PNE e do Plano Estadual de Educação de Goiás. Este documento é importante para todos os brasileiros”, afirmou a deputada.

“Esse programa aproxima os deputados e o Poder Legislativo das pessoas, dos municípios, trazendo demandas, ouvindo a população, levando benefícios e, principalmente, resultados, que é o que importa. A iniciativa já se tornou essencial para o nosso estado”, afirmou.

Ao discursar na tribuna, a deputada destacou que protocolou requerimento solicitando a realização de audiência pública para discutir a exploração de terras raras e outros recursos minerais no estado. “Precisamos aprofundar esse debate e reunir especialistas, representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais da atividade mineradora em Goiás. É fundamental que o estado não repita um modelo histórico de exploração, em que riquezas naturais são retiradas sem que haja retorno efetivo para a população. Não podemos permitir que Goiás seja apenas um território de extração, onde se levam as riquezas e ficam os impactos, muitas vezes irreversíveis”, destacou.